Nandadornelles's Blog


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Quando eu comecei a praticar yoga minhas mãos não alcançavam a ponta dos meus pés. Nem de longe. Eu tive a impressão, na época, de que a minha professora teve dúvidas sobre a minha continuidade naquele caminho que já se mostrava, claramente, tão desafiador.

Hoje, talvez 8 anos depois do real encontro com o yoga e a aceitação desse caminho como artéria principal no meu processo de autoconhecimento, a memória mais forte e transformadora é a da escuta da minha própria voz. A mesma que me fazia temer não conseguir acompanhar as ásanas mas que, ao mesmo tempo, não me deixava desistir de estar ali para (me) descobrir.

Se yoga é, em primeiro lugar, união, o caminho do encontro e a própria fusão. Ele é o todo e também as partes. Praticar yoga é tocar nos limites de si mesmo: corpo, mente e coração feitos de dúvidas e de certezas. Medo e desejo. Consciência e ignorância. Tudo do mesmo tamanho. Tudo diametralmente oposto e igual equilibrando-se e se complementando.

Ao longo desses anos, o yoga tem sido o pilar onde me seguro enquanto o Universo varre de mim tudo que não ressoa com minha busca. Tudo o que não faz eco às próprias mudanças pretendidas pelo Universo através de mim e de meus intensos processos. Paixões como impulso para encarar, amor como a base onde edificar e persistência para continuar. O yoga como fio dourado que costura cada ação e permissão.

O sofrimento, agora posso dizer, esteve particularmente atrelado ao esquecimento de que ‘dentro’ e ‘fora’ se encontram no mesmo lugar e que infinito é o mar de compaixão onde nos banhamos. E se tive a pretensão de cumprir com o dever do que quer que fosse nesses cinco anos que já se vão desde a minha viagem para a Índia, não foi senão a presença da mesma determinação que não me permitiu desistir de tocar as mãos no chão.

Assim como no nível da experiência tudo é impermanência, esse momento é apenas o registro de um lampejo de consciência. Até hoje, tocar as mãos no chão não me é dado, e sim, apenas um lugar que me sinto disposta a buscar.

A pretensão impõe: AMOR e ponto!

A inteligência questiona: AMOR, como?

A entrega redime e liberta: amor é o que somos.

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Se quero amar

No futuro

Então

Urge amar

Hoje:

O que se tem,

O que se é,

Quem se

Apresenta,

Apesar de todas

Diferenças,

De toda

Dor,

Mágoa ou tristeza

Por caminhadas

Incompletas

Interrompidas por sábios

Desvios

Encaminhamento Divino

Do destino

De cada Individuo

Que só sabe

Acalentar

A necessidade antecipada

De já

Amar

Quando tudo o

Que resta

É o tamanho da

Espera

Pela descoberta

Desse novo

Lugar

Que se descortina

Passo a passo

Na medida

Exata

Da nossa própria

Capacidade

Em ser Amor

Apesar.

Eu adoro quando o tempo
Para
Gosto quando
Consigo ler seus
Pensamentos
E antecipando suas
Necessidades
Encontrar teu
Seio
O seio como o ponto bem
No meio
Aquilo que acontece com
Naturalidade
Entre aquilo que
Almejamos vir a
Ser e
Aquilo que já
Fomos até o
Instante anterior

No meu presente
Encontro a
Eternidade
Simplesmente porque
É Algo que acontece
Em outra
Realidade

Que delícia reviver esse momento transformador!

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Há uma grande responsabilidade em escrever este texto. Em escrever qualquer texto. Expor a verdade é sempre um grande risco. E quando a verdade revela, além dela mesma, um tanto de nós, ainda maior o risco. A exposição de tudo que nos torna humano demais é um convite ao julgamento alheio. Reflito, reflito e, no fim, me submeto, porque da minha perspectiva, este é um dos grandes motivos pelos quais estamos aqui: mergulhar no desconhecido, se descobrir, se transformar, compartilhar e melhorar. Lá vamos nós, a caminho da evolução.

Por uma questão metodológica apenas, eu não vou explicar como tudo começou. Não vou começar exatamente do começo, até porque uma coisa puxa outra e o começo mesmo pode ser lá no inicio dos tempos. Então, vou passar batido pelo dia em que recebi o chamado de conceber uma filha, pelo dia em que conheci o pai dela, não vou divagar…

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caminho

Eu gostaria de compartilhar duas perguntas que me ocorreram nesses últimos dias e que, longe de poderem apropriar –se de meus pensamentos, considerando o universo multi task que me rodeia, foram fundamentais para me colocar de volta nos trilhos da minha caminhada pessoal. Da minha única, irrevogável e intrasferível jornada espiritual.

Faço questão de adicionar esse último termo. Um detalhe, tudo vai mal quando dele me esqueço. Sim, é verdade que vivemos em um mundo terreno. Talvez nada possa ser mais factível do o cansaço e as perdas. Entre as perdas, as mortes daqueles que através de laços sanguíneos compartilham desse exigente exercício: o desafio de estar vivo.

Mas antes que eu me perca nos devaneios da dualidade e da dicotomia que nos cerca e permeia. Me dou direito ao foco talvez como forma de me render e de responder à dureza da minha própria necessidade. Da minha fome de cumprir com o que quer que tenha me comprometido antes de embarcar nessa aventura.De fazer jus ao privilégio de  ocupar um espaço nesse Planeta tão vibrante e da responsabilidade em ajudar a promover e restaurar o equilíbrio desse complexo sistema que é a própria vida através do amor com que nutrimos nossas relações. De cada particular ponto de interação com o mundo, com o outro, comigo.

É verdade que o mundo só poder ser transformado através do trabalho coletivo. Mas ele é antes de tudo e de igual forma co-criado em nosso íntimo. No nosso diálogo secreto com o mundo – resgatando particularmente o momento vivido com a Daniela Reis a alguns dias atrás. Aliás, aqui há uma série de autores e fontes para citar porque muito se tem falado sobre o poder das perguntas na cristalização do nosso dia a dia e dos desdobramentos mais simples da nossa vida. E antes que isso se torne mais uma estratégia para adquirir o carro do ano ou exibir corpo e roupas e acumular likes e shares e views… eu compartilho essas duas perguntas como quem realiza a urgência de estar salvando a si mesma do peso da dívida de fazer qualquer outra coisa diferente de ser eu mesma.

Assim, foi no meio de uma manhã de Sol enquanto seus raios já eram fortes a ponto de esquentar tudo em volta e eu e minha filhota podermos estar do lado de fora. A manhã já acontecia, era simplesmente qualquer dia. Nossos cachorros Tobi e Arco-íris intercalavam-se entre corridas com latidos e pedidos de carinho. Em nossa colorida mesa de desenhos – um caixote de fruta adaptado – folhas de papel já exibiam os sonhos coloridos. Espalhados, gastos tijolinhos de giz de cera faziam par com beijinhos cor-de-rosa, um céu, nuvens e copas verdes de dois abacateiros gigantes…

Foi quando me ocorreu: De que forma a abundância de recursos afetaria minha vida? Como seria,  o que eu faria hoje se meu saldo bancário ou os acessos das minhas relações mais próximas fossem outros, maiores, mais amplos? Pra minha surpresa eu consegui pensar em umas 3 ideias adjacentes àquela própria realidade que pudesse completar ou potencializar de alguma forma aquilo que já era a própria felicidade. Das três apenas uma teria uma aplicação direta naquela realidade e não demorei muito pra encurtar o assunto tratando de limpar o cocô do cachorro eu mesma já que ele não iria desaparecer magicamente assim como – pela minha experiência – nem um príncipe encantando me pouparia aquele trabalho.

Tão simples quanto dar cabo do cocô da Arco-íris, a disponibilidade para assumir o compromisso primeiro de estar no agora foi reencontrado. De repente, tudo e todos daquele micro contexto naquela manhã foi congelado pela força da eternidade. A presença como uma marca na grade do infinito, o entregável número um da educação, da maternidade enquanto caminho para auto-educação, assim como o resultado último e de todos os sonhos e das relações que nos são mais caras. A minha conclusão básica: cada vez mais minha felicidade condiciona a realidade ao invés de ser condicionada por ela. Mas, como isso é uma caminhada, um ásana, uma postura de equilíbrio que requer e exige movimentos constantes para que tudo mais aconteça a partir de um eixo central, eis que em seguida surgiu uma outra pergunta.

Se é verdade que eu já sou feliz. Se é fato que não faltam peças nesse quebra-cabeça da minha realização pessoal nesse particular momento da minha vida, então, cadê a gratidão que eu sei vai me invadir e transformar o medo, a tensão, a indecisão, a falta de confiança em determinação, fé, entrega e ainda mais aceitação?

… ops, tá aqui, chegou… Segura peão, que o mundo já mudou!

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Os dias vão passando e eu mal consigo saber numa só vez o dia da semana em combinação com a respectiva data. Sabendo um dos dois, já me dou por satisfeita. Importa mesmo saber que é manhã ou tarde, se está próximo do meio dia, se já vai se pôr o sol ou se já hora de ser grato, seja para descansar ou para começar tudo de novo ou ainda ressignificar qualquer hora do dia.

Assim é todo mês. Uma certa altura, quando brilha tão alta a Lua que e eu preciso me esforçar para enxergar as minhas estrelas favoritas, aquelas que eu acho que guiam a minha vida. É quando me sinto importunada em meu exercício de ver na escuridão que sei que ela está chegando. Sei nada! Sinto. Porque até saber ainda vai muito desconforto. A Lua mesmo só potencializa o desejo de ir sempre mais longe, tão mais longe onde só o mistério se esconde.

Minha TPM é intensa como eu porque não poderia ser diferente. É ela que a mim mesma me apresenta. Ah, se não fosse a minha TPM! Pena que eu dela me esqueça e em suas solicitações desesperadamente me perca. Minha TPM é o contra-ponto necessário para que eu consiga passar por 30 dias sem perder a essência. A essência feminina, a essência da vida.

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Se ela não viesse com sua fadiga, seus resmungos. Se ela não se aconchegasse pedindo um segundo de respiro, um chá, uma paisagem bonita… me diz, o que seria de mim? Santa TPM me tira de mim-pessoa só pelo capricho de me entreter com coisas de mulher. Coisas que eu nem queria lembrar, que eu nem queria saber. Chocolates que eu nunca quero comprar, doces e misturas engraçadas que eu nem deveria comer.

Minha TPM é uma ampulheta que mal termina de cair o último grão de areia pra um dos lados, logo me vira ao contrário e começa tudo de novo. Minha TPM me impede de ser perfeita e isso me irrita particularmente. Se não fosse por ela, colocaria meus pés na Lua em 15 dias. Aff, em Marte então, mais rápido ainda! Mas ela não deixa. Quando penso que vou tirar os pés do chão e voar por entre desejos que nem são meus, já chega ela me segurando com suas garras e me prendendo definitivamente à dureza do agora, à fragilidade da incompletude e o lancinante medo da separação.

Nem pense que o que a Lua Cheia me traz são cólicas e dores nas costas. Isso também, mas só se eu não estou presente ali para sentir tudo o mais que ela me traz. Os pedidos que me faz. Pedidos necessários de serem ouvidos, mais do que em urgência de serem atendidos. Pedidos que revelam paixão, necessidade, poder, mas que também ensinam sobre a pureza de todas as coisas ao mesmo que querem in-sis-ten-te-men-te enquadrar impressões e impulsos … o caminho mais curto para a frustração.

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Isso porque o movimento da vida não passa pela lógica. Ele passa pelo sobe e desce das marés de oxigênio que nos ligam entre pele, osso e roupa bonita. É ao vórtice dessa sopa de pensamentos, emoções e sentimentos que respondemos como marionetes, espectadores ou protagonistas. O lugar que nos chamar pela sua capacidade de espelhar nossa alma. Um ponto perdido e certeiro no meio desse vasto mundo que espera por cada um de nós para se completar.

Lugares como chamados. Chamados como famílias, comunidades, tribos. Chamado como sonhos, como pedidos anônimos de socorro.  Chamados de transformação, seguidos de chamados de manutenção. Os chamados de aprofundamento. Os chamados de acompanhamento. Meu de mim mesma. O chamado que vem junto com o indesejado encontro com a limitação. Minha TPM me irrita porque me atrapalha com tanta contradição. Gosto mesmo é de ser equilíbrio, metade yin, metade yang. Metade céu, metade terra. Metade doce suave, metade forte e afiado como a lâmina de um machado. Minha TPM é o transbordamento do meu lado feminino… só isso.

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É nesse mar, ora revolto, ora calmo, que me banho. É esse naufrágio que a Luz Cheia orienta, ilumina, intensifica. É esse quase afogamento que ela dramatiza e impede como se fosse uma mera brincadeira questionar o valor da vida alheia. Ainda mais comigo que acho que sou tantos. A minha TPM e a Lua Cheia são dançarinas exímias, bailarinas, equilibristas, odaliscas que testam minhas reais motivações só pelo prazer de me ver nesse constante vai-e-vem entre querer e abrir mão, agir e ausência de ação.

É essa confusão que orquestra o espetáculo de renovação interior que acontece em mim todo mês. E olha que eu nem preciso chamar ninguém, nenhuma assessoria especializada em curar tristeza seja lá pelo motivo que for. Por tudo que podia ser e não foi. Uma vida que nem se sabe, que se sabe apenas que ainda não é e pode nunca vir a ser. A vida de um novo amor, a vida de uma flor que ao não vir traz de volta a unicidade de outras vidas que já são, de toda vida que há. O vazio que surge para ser completado novamente por tudo o que já existe ou como uma oportunidade para ressignificar até mesmo o que nunca poderia ter sido.

Mas antes que a minha Lua me enlouqueça com tanta reflexão permeada por tanto tesão, me salva mesmo é a maternidade que exerço comigo mesma – que graças a Deus conto  com uma filha linda que diariamente algo me ensina! E de repente eu agradeço exatamente pela fadiga, pela necessidade de contemplação e, claro, por todo peso e por toda solidão. Mensalmente minha Lua cumpre a necessária função de me lembrar que posso ser um todo, mas que sentir mesmo, eu sinto só metade. A metade que gera, que chora, que ora. A metade que sonha, que sente saudade, que se importa. A metade que facilmente esquece de si mesma, que se atrapalha em suas necessidades só pela esperança de chegar um tanto mais perto da verdade através do exercício constante, diário e prático da feminilidade.

 

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Eu quis mesmo

Escrever

Foi pra te encontrar,

Te ter

E depois de

Completamente Ser,

Te esquecer

Até o mês

Que vem

 

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Como podem ser engraçados os contextos dos nossos aprendizados! Você já parou para reparar? Claro, eles sempre podem ser trágicos ou dramáticos. Mas se é verdade que queremos viver com mais leveza e num lugar mais próximo da tal felicidade, então é fundamental que os aprendizados venham de maneira mais leve, permeando nosso cotidiano. Como fazendo omeletes, por exemplo. Por que não?

Eu adoro cozinhar. Não sei nem que tipo de cozinha é essa que eu invento. Sei que uso o que está disponível combinando ingredientes e temperos de maneiras que jamais sei recombiná-los novamente. O pai do meu primeiro marido teve muito influência nisso. Mas o meu ingrediente secreto, esse é ancestral e sinto que me acompanha – ou persegue – há muitas gerações: o amor, a alegria peculiar de alimentar o outro, de servir e assim me redescobrir.

Mas nem só de ingrediente secreto se faz um bom prato e apesar de eu ter as minhas manias, como por exemplo nunca experimentar o alimento que estou preparando – porque o sabor faz parte do merecimento conquistado e às vezes tem gosto bom, às vezes não –  e de sempre acabar fazendo uma quantidade excedente de comida, hoje, fazendo omeletes para o café da manhã com a minha filha acabei descobrindo senão uma mania, uma necessária medida: não se deve quebrar os ovos direto na comida.

Claro que a gente vê isso em programa de culinária ou quando vai visitar aquela amiga expert em cozinha – né Luana Erig. Mas só hoje depois de muitas e muitas horas de fogão é que descobri as implicações de não adotar um consenso nem na cozinha. Acontece que existe mesmo uma razão para os cozinheiros de plantão quebrar os ovos em uma tigela antes de lança-los à panela. E ela é óbvia como muitos de vocês já devem saber.

Depois de já estar com todo tempero na frigideira, cebola roxa picadinha bem fininha, manjericão da horta, pego a sacola com os ovos ganhos de presente da vizinha numa troca de gentilezas e plaft! ele estava estragado.

É engraçado pensar que até hoje – e olha que faço omelete regularmente – isso nunca tinha me acontecido. Até hoje, fosse omelete, bolo, panqueca, nunca tinha perdido um prato por um ovo estragado ao mesmo tempo em que nunca, nunca me dei ao trabalho de quebrar os ovos separadamente.

Tá e dai? Pra que pode servir a dramática vivência da omelete perdida? Acontece que quando estamos em constante diálogo interno o menor dos acontecimentos pode ser útil pra fechar com chave ouro dilemas já vencidos pelo tempo. No meu caso, quebrar os ovos direto na panela, na forma ou no liquidificador carregava tanto da minha ingenuidade quanto da minha inocência e da minha rebeldia. Três qualidade que se não precisam ser eliminadas, visto que nunca é o caso de tamanha severidade, mas sim revistas e reorganizadas. Cada qual tem a sua serventia, mas elas não podem mais ser maiores que a inteligência que rege a minha vida.

Assim, a omelete desperdiçada hoje ficou longe de ser um problema. Antes, foi uma oportunidade para ver com os olhos da consciência e da aceitação amorosa dos fatos e de si mesma essa mania de acreditar que só o melhor virá de todos os lados. O bom existe e dentro de mim isto é um fato concreto inquestionável. Mas que ele se expresse em todos os lugares e a todos os momentos é uma ilusão que a própria realidade já quebrou. Foi esse o recado que o ovo podre veio trazer: Acreditar em um mundo bom é confiar em você mesmo e em primeiro lugar nunca abrir mão de usar a inteligência que Deus lhe deu! Não custa conferir se o presente está em sintonia com o que você faz da vida ou a qualidade do alimento que oferece a sua filha.

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