Nandadornelles's Blog

Pela alegria de caminhar e servir

Posted on: November 6, 2014


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Quando eu comecei a praticar yoga minhas mãos não alcançavam a ponta dos meus pés. Nem de longe. Eu tive a impressão, na época, de que a minha professora teve dúvidas sobre a minha continuidade naquele caminho que já se mostrava, claramente, tão desafiador.

Hoje, talvez 8 anos depois do real encontro com o yoga e a aceitação desse caminho como artéria principal no meu processo de autoconhecimento, a memória mais forte e transformadora é a da escuta da minha própria voz. A mesma que me fazia temer não conseguir acompanhar as ásanas mas que, ao mesmo tempo, não me deixava desistir de estar ali para (me) descobrir.

Se yoga é, em primeiro lugar, união, o caminho do encontro e a própria fusão. Ele é o todo e também as partes. Praticar yoga é tocar nos limites de si mesmo: corpo, mente e coração feitos de dúvidas e de certezas. Medo e desejo. Consciência e ignorância. Tudo do mesmo tamanho. Tudo diametralmente oposto e igual equilibrando-se e se complementando.

Ao longo desses anos, o yoga tem sido o pilar onde me seguro enquanto o Universo varre de mim tudo que não ressoa com minha busca. Tudo o que não faz eco às próprias mudanças pretendidas pelo Universo através de mim e de meus intensos processos. Paixões como impulso para encarar, amor como a base onde edificar e persistência para continuar. O yoga como fio dourado que costura cada ação e permissão.

O sofrimento, agora posso dizer, esteve particularmente atrelado ao esquecimento de que ‘dentro’ e ‘fora’ se encontram no mesmo lugar e que infinito é o mar de compaixão onde nos banhamos. E se tive a pretensão de cumprir com o dever do que quer que fosse nesses cinco anos que já se vão desde a minha viagem para a Índia, não foi senão a presença da mesma determinação que não me permitiu desistir de tocar as mãos no chão.

Assim como no nível da experiência tudo é impermanência, esse momento é apenas o registro de um lampejo de consciência. Até hoje, tocar as mãos no chão não me é dado, e sim, apenas um lugar que me sinto disposta a buscar.

A pretensão impõe: AMOR e ponto!

A inteligência questiona: AMOR, como?

A entrega redime e liberta: amor é o que somos.

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