Nandadornelles's Blog

Archive for November 2014

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Eis que um

Dia chegou

A uma festa

Uma convidada

Especial

Que trouxe consigo

Beleza e

Sentido

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Não ficou por ai.

Uma coisa

Puxa a

Outra

E já é difícil

Imaginar a vida

Sem essa

Particular

Companhia

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Como se fosse

Possível

Ver formar

Todo dia

Algum arco-íris

Ou ser feliz

Sem motivo

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Ou fazer pedido,

Sonhar junto.

Assoprar as velas

É respeitar o

Próprio instinto

De seguir em frente

Confiando na força

Do destino,

Na tenacidade do

Espírito e – !muito importante!

No valor de cada

Amigo

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Aquilo que perseguimos

Pode ser grande

Ou simples

Como um bolo de fubá

Feito especialmente

Para celebrar

Um choro vem junto

Parece que não

Há êxito sem

Conflito

E a maior conquista

Fica sendo mesmo

O presente de

Fazer o necessário,

O mais correto,

O justo

E assim deixar que

Prossiga

O caminho

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A cor,

A arte,

A beleza

Habitam nosso

Mundo como

Pontes para

Encontros,

Esconderijos,

Refúgios

Onde num piscar

De olhos

Somos um

… basta isso.

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Mas por mais

Que nos empenhemos

Em tentar

Talvez não haja

Uma forma perfeita

Para expressar

O valor de um pedido

Atendido

Ou de um dia

De aniversário

Bem comemorado.

Ofertar quem

Somos

Parece o

Mínimo

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Se é assim

Que venham

Mais muitos,

Infinitos!

rsrsrsrs

Mesmo que

Só dure

O tempo para

Foto

Esse respiro.

DSC_0683 Foi teu sorriso

Que eu vi

Não era você,

Claro que não,

Mas era o seu

Sorriso

E a alegria que ele

Desperta em mim

Que passeavam

Pela minha rua

Lá, um tantinho acima

Das bordas do portão

Passou algo tão lindo

Quanto teu sorriso

Por uma deliciosa fracãozinha

De segundo

Cheguei a sorrir de volta

Mas a lógica e a memória

Não me deixaram ir muito

Longe

No meu sonho

De ter conseguido chamar

Sua atenção

Bem quando

Corria pra outra

Direção DSC_0646 Como se fosse possível

Existir Uma coisa

Sem

Outra coisa

Ás vezes acho que

Amar você

Também pode não ser

Uma questão de

Querer …

Quando passou de volta

Teu sorriso

Já não era mais

Teu

Ambos já S

Sabíamos que aquele

Bater de olho

Não passou de um sonho

Como aquele

Outro

Onde longe

Nunca nos demoramos

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steps

É praticamente uma mania de “ai ai”. Uma interjeição suave que com o próprio passar do tempo vai ficando mais canto e menos vocábulo. Ainda assim, parece sempre uma espécie de lamúria que, quiçá! um dia, poderá vir a ser música…. mas que enquanto isso não é mais do que um suspiro, anunciação de pranto, refúgio para uma doce melodia, uma valsa ou coisa parecida.

“Ai ai” como remédio e alívio em uma só sentença. Talvez, um jeito antigo de chamar para si a presença do próprio espírito. Ou reclamar a ausência de velhos amigos. A saudade de olhares e sorrisos. A impossibilidade de gemidos e encontros celebrados sem motivo. “Ai ai” diz a saudade quando bate ou a aquela pontinha de cansaço diante do trabalho realizado. “Ai ai” faz a sola dos sapatos descolados, velhos, laceados enquanto caminham para longe do portão até que se percam na rua, no cascalho, na estrada que leva ao desconhecido rumo da vida.

Vogais que se combinam espontaneamente para expressar o caráter infinito de tudo o que sinto. “Ai!” diz minha filha quando perde o traço nos limites da página onde imprime suas visões e descobre suas próprias limitações. A brabeza dela revela a mesma fúria que preciso todos os dias me dispor a domar. “Ai ai” é a minha inconformidade pelas bordas que insistem a me espreitar quando tudo o que urge é se derramar e amar. E meu assombro é a pequenez de toda resignação que pode habitar nessa mania de “ai ai”.

pressa

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De segundo em

Segundo

Encontro com o

Ímpeto de

Me declarar

Tua,

Fiel,

Alma gêmea,

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Companheira e

Guerreira

Sem medo de

Sonhar e

Lutar

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E se a separação é

Uma ilusão,

A distância que

Nos liga

Deve ser

O fato que

Me salva e

Coloca tudo no

Seu devido

Lugar

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Onde basta

Amar

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Será!?

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E se ser feliz

É descobrir

A ordem que rege

O momento de cada

Estar

Quando permitimos

Saciar em

Primeiro

Lugar

Nossa necessidade de

Brincar

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Você resiste

Me amar?

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Pela luz do

Teu olhar

Aos poucos me

Regenero

E mil pedaços

Desconexos

São pelo meu

Amor

Por ti

Descobertos

E se há alguma

Beleza naquilo que

Insiste em ficar

Expresso

É senão o

Silêncio que

Fazemos

Para ouvir o

Pranto que nos

Espreita

No assoviar do

Vento

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Fotografia: Laura Dornelles


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Quando eu comecei a praticar yoga minhas mãos não alcançavam a ponta dos meus pés. Nem de longe. Eu tive a impressão, na época, de que a minha professora teve dúvidas sobre a minha continuidade naquele caminho que já se mostrava, claramente, tão desafiador.

Hoje, talvez 8 anos depois do real encontro com o yoga e a aceitação desse caminho como artéria principal no meu processo de autoconhecimento, a memória mais forte e transformadora é a da escuta da minha própria voz. A mesma que me fazia temer não conseguir acompanhar as ásanas mas que, ao mesmo tempo, não me deixava desistir de estar ali para (me) descobrir.

Se yoga é, em primeiro lugar, união, o caminho do encontro e a própria fusão. Ele é o todo e também as partes. Praticar yoga é tocar nos limites de si mesmo: corpo, mente e coração feitos de dúvidas e de certezas. Medo e desejo. Consciência e ignorância. Tudo do mesmo tamanho. Tudo diametralmente oposto e igual equilibrando-se e se complementando.

Ao longo desses anos, o yoga tem sido o pilar onde me seguro enquanto o Universo varre de mim tudo que não ressoa com minha busca. Tudo o que não faz eco às próprias mudanças pretendidas pelo Universo através de mim e de meus intensos processos. Paixões como impulso para encarar, amor como a base onde edificar e persistência para continuar. O yoga como fio dourado que costura cada ação e permissão.

O sofrimento, agora posso dizer, esteve particularmente atrelado ao esquecimento de que ‘dentro’ e ‘fora’ se encontram no mesmo lugar e que infinito é o mar de compaixão onde nos banhamos. E se tive a pretensão de cumprir com o dever do que quer que fosse nesses cinco anos que já se vão desde a minha viagem para a Índia, não foi senão a presença da mesma determinação que não me permitiu desistir de tocar as mãos no chão.

Assim como no nível da experiência tudo é impermanência, esse momento é apenas o registro de um lampejo de consciência. Até hoje, tocar as mãos no chão não me é dado, e sim, apenas um lugar que me sinto disposta a buscar.

A pretensão impõe: AMOR e ponto!

A inteligência questiona: AMOR, como?

A entrega redime e liberta: amor é o que somos.

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