Nandadornelles's Blog

Archive for January 2011

Não tenho competência para fazer um discurso feminista e politicamente articulado sobre o fato de termos finalmente a primeira presidente mulher no Brasil. Mas, sim, eu estou muito feliz.

Com o time feminino em presença tão marcante na nossa vida diária, eu descobri centenas de espaços vagos no meu imaginário. Funções, aspectos, características, qualidades, validades que antes não eram ocupados por ninguém. Uma mulher pela primeira vez aparece mais do que qualquer pessoa no nosso cenário e isso muda as coisas na sua cabeça também. Pense bem.

Num país extremamente machista em que homens escreveram leis que nos impedissem de votar sem nem mesmo nos citar além de menosprezar nossa capacidade de prosperar, hoje é uma mulher que manda neste país. Imagina se alguém não iria torcer o nariz?!

Mas, fora jogos e intrigas, o que fica é a excitação pela oportunidade de quebra de um grande paradigma. Ou muitos, inclusive – dependendo do mundo que se vive. Uma mulher no poder é algo como um terremoto dentro de cabeças antigas, no meio de ideias vencidas. Placas tectônicas irão se mexer, causando desconforto e movimento, até se ajustar, até encontrar um lugar melhor para estar. O paradigma é basicamente o da dualidade, das coisas terem que ser um ou outro, de existir a ilusão da separação, em último grau, o paradigma de ser um ator.

Então, em primeiro lugar a gente se depara com o fato de que a mulher definitivamente não foi “feita” para ficar em casa. Segundo, que ela é um ser altamente inteligente. Capaz não só de fazer as contas do mês e ajudar as crianças no dever de casa como também governa um país de 160 milhões de pessoas. Em terceiro lugar, é preciso admitir que ela está fazendo coisas até então ditas masculinas e que isso também pode ser recíproco, homens podem vir a ficar em casa, fazer almoço ou ajudar as crianças com a matemática.

O segundo ponto já é mais amplo. Envolve as consequências da quebra. O fim da ilusão da separação é imprescindível. Alguns alcançaram isto através da religião, mas a grande maioria ainda acredita em bem e mal, eu e você, céu e inferno, direita, esquerda, homem x mulher, humanidade x deus. Ter uma mulher como presidente é vê-la meio homem é se sentir meio mulher no caso dos homens  e muito mais mulher no caso das mulheres. Ou seja, ?talvez? eu e o outro possamos ser a mesma coisa. Talvez nunca tenhamos sido, senão, a mesma coisa?! Se ela pode o que eu posso, então, eu posso o que ela pode. Se eu posso o que ela pode, então eu também sou ela. Se eu sou ela, ela sou eu e se fazemos isto ao esmo tempo somos Um e mudamos o mundo inteiro. O fim da ilusão da separação é o grande paradigma que precisa ser quebrado. Nada pode avançar sem este entendimento.

O terceiro ponto resume em si a evolução da raça humana. Uma grande peça chega ao seu final. Uma peça meio drama, meio comédia que tem sido interpretada a muitos e muitos anos por nós. Nós temos vindo a este mundo, acreditado em nossos corpos físicos, nossos contextos culturais e sociais, na nossa condição material e vivido às custas de um personagem ( e vice-versa). Com o fim da ilusão da separação e tudo mais que vem com isto, a crença na existência independente do personagem está quebrada (o ego, lembra, nosso amigo querido). E assim, quem diria, até que um dia, nós abrimos mão da nossa mera função de ator! Todo o processo intrínseco a esta descoberta, revela antes ainda, um Novo Ser, o Fazedor. Quando o ator sai, a peça ganha um novo desenrolar e um novo núcleo precisa se organizar para ser capaz de abrigar tudo o que este novo Ser vai gerar. O Fazedor tem ideias, gosta de viver, de conviver, aprecia as coisas boas da vida com moderação e sempre as utiliza como inspiração. O mundo que se retro-alimenta não é um mundo chato onde todos vivem de luz solar. Quando os Fazedores habitarem a Terra estaremos a um passo do céu, a um passo da maestria, estaremos diante da nossa obra mais linda.

Porque é só depois de nos realizarmos como Fazedor que nos descobriremos Instrumento. Quando – não vai demorar muito – o homem terminar de abandonar seus excessos de vaidade, abrir mão do mérito, depois que pararmos de querer levar sempre os créditos, aí, bom, aí a gente vai descobrir algo sobre humildade. E o mundo, vai ser inteiro, uma obra de arte!

Aí, você vai me perguntar: tá e tudo isso só porque uma mulher subiu ao poder no Brasil? Não, não só por isto, mas muito por isto. Porque com isto muita coisa acontece. Já está acontecendo. Ainda faltam outros países elegerem seu símbolo reprimido, no USA já foi o negro, no Brasil foi a Mulher, até um analfabeto foi eleito, só faltam os índios fundarem um partido.

Com isso, eu imagino que logo muito logo as influências poderão ser sentidas até mesmo nos desenhos animados. Já tá na hora de irmos além das Meninas Poderosas. Precisamos de novas heroínas, super-heróis femininos completos mulheres casadas, profissionais, mães, filhas, avós, titias. A mulher que impera é uma mulher completa, até para promover a identificação com o masculino perfeito, forte, capaz, agilizado mas sensível e educado.

A quebra de paradigmas embutida na Dilma é fundamental para o curso da nossa história. A gente está abrindo mão de um modelo mulher = bundão para mulher = solução. A mulher deixa de ser um objeto de consumo para ser uma aliada na construção da nossa realidade. Inclusive, é como retirássemos o sagrado do seu esconderijo e o revelássemos em público. A mulher como o Ser capaz de gerar a vida e que em função disto fica escondido dentro de casa, de preferência na cozinha. O fato de assumirmos a presidência, revela a força feminina sem que seja preciso abdicar de nossa função primeira: a reprodução. É quando nos expomos como matriz que somos em essência que ganhamos respeito e admiração. A responsabilidade em ser uma boa matriz, uma boa origem para Novos Seres é a maior de todos, e só alguém que leve isto a sério poderia guiar um povo.

 

Cada Era traz consigo um desafio específico. Nós já falamos aqui sobre isto e de como, em função disto, é gerado um determinado desequilíbrio. Nada mais natural. Assim como acontece com a gente diariamente. Diante de um desafio, a gente junta um monte de forças que no fim, nem usa todas, e fica aquela sensação de peso, de dor, de desconforto. Ou ao contrário, mobilizamos força de menos e diante do desafio nos sentimos exauridos – ou porque gastamos forças que nem tínhamos para superar o obstáculo ou porque acabamos “derrotados” por ele por estarmos mal preparados. Assim fizeram gerações e gerações em relação a seus próprios universos a serem construídos e melhorados e em relação ao universo coletivo. É por isto que a natureza acabou pagando o pato em prol do desenvolvimento tecnológico e da ciência, por exemplo. É por isto que as relações humanas estão em segundo plano, perdendo basicamente para aquisições mundanas, status social e aparências.

Então, que não é fácil. Viver é um monte de coisas e entre elas um exercício constante de equilibrar energias. A gente não se dá conta porque, em geral, está ocupado demais em enfrentar filas, pegar ônibus, encher o tanque de gasolina, pagar as contas em dia, mas basicamente, pra tudo, a gente precisa de energia. Pra respirar, pra dormir, pra fazer as coisas mais simples, pra existir. Sem energia a gente não iria a lugar algum e, baby, estamos falando em algo mais importante do que as calorias que aparecem nas dietas femininas. Estamos falando de algo que nos sustenta por dentro, algo que nos faz sentir inteiro. Se a gente é capaz de se preocupar com o dinheiro necessário para pagar o transporte e alimentação, como podemos não nos preocupar com a energia necessária para chegarmos até lá?!

Energia é um fato/ fenômeno constatado que não deixa de existir se você ainda tem dúvidas ou deixa este departamento para os aplicadores de reiki. Energia é o que nos diferencia. Vivo vibra, morto não. E isto deveria encerrar a questão. Então que se você se considera vivo e assim quer estar de fato, é preciso se atentar para este diferencial divino. Vamos, este é só o início, continue comigo.

Então que depois de milhares de desafios vencidos, nós chegamos até aqui. Às vésperas de 2012, que, fora toda superstição, nada mais é do que uma era com um desafio diferente. E pela própria sabedoria intrínseca do Universo que caminha rumo à evolução, quer a gente queira quer não, tudo vai se sutilizando e os desafios parecem mais brandos. Mas, cuidado, não se engane, para quem não consegue sentir, não adianta entender. O desafio da nova era é além mente. Finalmente, nós seremos pai-filho e espírito santo e isso não tem nada a ver com religião. Tem a ver com a forma com que resolvemos qualquer questão. Básico, a mudança da nova era é totalmente interna, é o fim de uma revolução.

Do universal para o pessoal e finalmente, do pessoal para o universal, o equilíbrio passa por muitos níveis. Do externo para o interno, começamos lá fora, lá longe, lembra?! a gente tinha sido expulso do paraíso. Fomos banidos do jardim que continha a árvore, a fonte da vida. Porque, sim, pecadores!, sós, preferimos a árvore do conhecimento. Tudo pelo valor intrínseco, a descoberta do divino, o esmiuçamento de uma parte do infinito, para que nossa própria escolha nos trouxesse de volta ao lugar de onde partimos. A gente queria mesmo era o exercício. A gente nunca foi pego desprevenido com esta história de comer o fruto proibido. A gente soube de tudo desde o início. Então que o grande desafio sempre foi o equilíbrio. E de fora pra dentro ele foi sendo construído. Alguns mais, outros menos, mas a verdade é que neste momento estamos muito dentro. Estamos equilibrando energia ao invés de esferas diversas da vida.

E como se equilibra energia? Matemática básica. Primeiro; quanta energia você tem? Segundo: de quanta energia precisa? Se a diferença for positiva, ótimo, se não, procure uma forma de recarregar suas baterias.

Este cálculo serve para questões tanto físicas quanto etéricas. Se você sabe que seu dia será difícil, vale a pena intensificar cuidados básicos de rotina: água e comida. Se uma dor de barriga te pegou desprevenido, vale a pena dar uma olhada ao seu redor, limpar a casa e investigar a alma. Se a dor for na cabeça, é melhor meditar, deixar que um órgão mais bem preparado para a transmutação resolva a questão (sim, querido, o coração). Ah, detalhe importante, energia se faz presente através da atenção na respiração.

Às vezes parece até meio assustador pensar que nos é pedido entendimento e desprendimento para viver plenamente. É que não foi a isto com que se costumou a nossa mente. Nossa mente dual parece frágil diante de questões transcendentais que exigem muito mais de confiança do que de QI. Confiar é trabalhar no escuro, é ser uma estrela de luz própria, é só se iluminar com a força e o tamanho da própria confiança, é fenômeno que se retro-alimenta. Primeiro a gente confia, depois vê. São Tomé ia querer morrer. Mas é a própria aplicação do ditado: a beleza está nos olhos de quem vê. Primeiro os seres e o mundo se constroem lindos e perfeitos dentro de nós, para só depois serem capazes de externalizar lindas formas. É o nosso poder de co-criação levado ao último grau. Aliás, nesta nova Era, é preciso cuidado: nós somos o lenhador, a chapeuzinho vermelho, a vovozinha, nós somos a própria historinha. Não existe mais lobo-mau. 2012 é rumo ao amor incondicional.

Mais uma vez, me faz falta não saber pintar. E se não sei é exatamente porque meus quadros são feitos de palavras e minhas tinhas são os sinônimos e as rimas, minhas tintas são coloridas pelas letras do alfabeto em combinação com uma boa intenção.

Então que neste quadro, neste decorativo dicionário, uma fila de pessoas caminhava em direção à evolução. O fundo azul, o céu, uma nuvem branca de algodão, um sol escondindo pra que o calor não fosse excessivo. Uma pessoa atrás da outra. Não organizadamente, é verdade. A primeira, lá de cima, nem dava pra ver inteira, sua metade superior já estava num ponto em que olhos mundanos não entendem o que vêem, mas ainda assim, sentem. Sua mão esquerda pendia quase parecendo perdida, não fosse a outra pessoa que a seguia, para quem a sua mão estendia. De um a dez, era assim que acontecia. Uma pessoa segurava a outra rumo a um ponto mais evoluído do destino.

Esse quadro nasceu de um segredo que minha irmã venho me contar pessoalmente enquanto eu dormia. Toda linda e tranquila, ela dizia: “Fer, você sabe por que a gente tem duas mãos?”  Claro que eu respondi que não. Nem tentei pensar ou adivinhar. Ela estava muito certa, eu podia sentir que algo importante ela estava prestes a me revelar. No meio de um sorriso, ela disse baixinho: “Uma é para segurar, outra é para estender. Uma é para ter forças para continuar, outra é para ajudar. Uma é para que nós mesmos subamos um degrauzinho mais, outra é para levarmos alguém com a gente. Assim, todo mundo evolui, o mundo melhora sem que ninguém fique pra trás.”

* que a gente sempre tenha paz para saber continuar essa corrente, que sejamos um elo forte, que nossa ambição não nos devore, que não nos falte confiança, que seja eterna e linda esta dança*

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O que não pode ser descrito – da função dos sorrisos December 2010

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Um brinde às recompensas May 2009
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Trabalhando pelo coco ideal, digo: por um mundo melhor October 2009
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Conversa de Louco ou Mesa de Bar I July 2009

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10 Dias de Silencio e Meditacao Vipassana November 2009
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Eu vou considerar que você já encontrou no Mr. Google mil fontes de informação sobre as profecias de 2012. Eu vou considerar que você não se converteu a alguma seita do dia pra noite nem saiu correndo realizar seus mais inapropriados desejos. Eu vou é simplificar: faz alguma diferença o mundo acabar?

É bom a gente se acostumar; a finitude não é pra nós. Quer dizer, é para quem vive na terra, da terra, como terra. O que não é o nosso caso e, você sabe, não estamos aqui por mero acaso. Se o mundo acabasse seria um alívio falso, seria o fim definitivo de um ciclo… infinito. Então como é que pode alguém prometer algo tão ridículo? Como pode alguém acreditar nisto?

Atualmente vivemos um grande conflito. Algumas gerações nos antecederam e com esforços físicos abriram caminho: construíram pontes, drenaram barragens, com carroças puxadas a boi abriram picadas que depois se transformaram em vias expressas, inacreditavelmente, com vista para o mar. Estas pessoas, a maioria delas, está entre nós e nosso diálogo tem fica comprometido por diferenças básicas em nossos símbolos – nunca em nossos destinos – e isto não tem nada a ver com fim do mundo, mas, sim, com o fim natural de mais um ciclo.

Eu não vou me aprofundar, senão, sei que você vai se chatear e nunca mais voltar. Mas, assim, existe uma linha do tempo construída por fatos e homens e seus respectivos valores. Eu sinto lhe informar, mas esta linha, não existirá mais. Ela continua sendo de extremo valor. Tanto nomes quanto datas são detalhes importantes, histórias interessantes. Mas, chega de olhar vitrine, o que importa são os valores e esta é a grande transformação de 2012.

Então que nós já estamos em 2011. 363 dias nos separam de um ano tão polêmico quanto foi 2000… talvez um pouquinho mais. Mas, mesmo assim, considerando que não aconteceu NADA em 2000, nem os computadores pifaram, nem as estrelas apagaram, 2012 vai ser uma frustação para quem acredita que seremos varridos do mapa pela força de um furação ou pelo desaparecimento de uma galáxia. 2012 não terá nada diferente do que já está sendo construído a cada momento por cada indivíduo. Talvez o processo de chegar a 2012 seja mesmo dolorido. Tudo o que nos separa não é, senão, novos paradigmas. A começar pelo seu umbigo, sim, o paradigma Coletivo x Indivíduo.

E nem adianta me olhar com cara torta, porque eu apenas busco respostas. Eu quero estar aqui, alías, eu quero ajudar a construir. 2012 só é viável num lugar mais saudável. O que passa pela limpeza interna, pela faxina pessoal, pelo fim do uso de muletas. 2012 vai ser lindo porque a gente vai dar um jeito de chegar em pé até lá. Eu confio nisto. Confio no nosso potencial divino de ultrapassar limitações de tempo-espaço e chegar lá agora. Mesmo que em alguns deles a gente falhe, se perca, mate saudades de ser como era, busque consolo em coisa velhas. Eu confio que somos capazes de superar tantos medos quanto de que somos feitos. Eu estou me virando do avesso para ter coragem de me olhar no espelho e ver, de fato, o que eu pareço.

Céus… medo de admitir o que vejo. Medo de tanto arrependimento.

Meu pensamento: 2012 será diferente porque não terá espaço para estes medos. A gente tem trabalhado por isto a milênios. A verdade é que a medida que chegamos mais próximos desta conquista, aumenta o frio na barriga. E, quem dera fosse adrenalina pela expectativa. O frio vem do vazio. O ego sendo exprimido pela determinação em concretizar sonhos antigos. A ausência do ego em alguns níveis desencadeia crises de identidade e o início de novos ciclos, rotações em torno do próprio eixo em novas órbitas na imensidão do infinito. Conseguiu dimensionar o tamanho ridículo do indivíduo dentro disto?!

O caminho para 2012 é a cura do íntimo e para isto é impossível preservar o coletivo sem destruir alguns círculos. Os grupos baseados em qualquer coisa que não seja amor e respeito se partirão. Nos voltaremos a nós mesmo, quiça, para ancorar isso em algum lugar dentro, bem dentro. É só depois de nos sabermos inteiros que poderemos reformatar o espaço, o tempo e as relações com o terreno. Para isto, é claro, serviremos uns aos outros em pares, como espelhos imperfeitos. Escancararemos nosso defeitos, gritarão nossas diferenças, serão questionadas as nossas crenças, nosso sotaque será motivo de gozação e parecerão inúteis nosso pedidos de perdão.

Diferentemente das gerações que nos sucederam, agora não serão pontes físicas que construiremos. Exatamente onde grita o maior dos nossos medos. As pontes agora são metafísicas, são astrais, muitos mais do que intercontinentais. Para chegar em 2012 é preciso construir canais. Os dias estão contados e nós estamos, sim, apavorados. Nossas ferramentas são obsoletas. Assim como nosso apego desmedido a um jeito de viver vencido. Para que possamos enxergar as novas belezas nos será exigido que duvidemos do efeito da nossa retina. É preciso cuidado diário, pois os sentidos que nos trouxeram até aqui serão os primeiros a nos trair ou passar a sensação de caminho errado. E diante do erro, fica o arrependimento, a iminência do fracasso é o próprio fogo do inverno a nos consumir, aqui.

2012 é uma possibilidade para alguns, início ou fim para outros, o que é certo é que em breve ele estará aqui. Um tempo para novos relógios e questionamentos nada óbvios. 2012 é a presença constante de perguntas difíceis de responder, é a dor de não saber: o que você está fazendo aqui? Qual é a motivação que te faz seguir? A evolução não é um sistema de eliminação, é uma fórmula inteligente de substituição. Agora evoluir é a não reação, mas sim a qualidade da sua energia de ativação. Tudo o que era continua valendo: trabalhar, levantar cedo, respeitar o próximo e a si mesmo, prezar a ordem e o ritmo… mas agora também nos será exigido o enfrentamento de nossos maiores medos e em ritmo intenso. Medos que com a mudança dos tempos não serão mais de um terremoto ou de uma praga nas plantações, não será a crise da bolsa, o tsunami ou a falta de pão. Nossos medos agora serão existenciais e nada mais. As condições básicas foram garantidas, a terra foi povoada, as belezas foram conhecidas e divulgadas. Todos sabem que há riqueza no mundo para eliminar toda miséria da face Terra. Nossa angústia será o medo de não ter entendimento e desprendimento para participar da luz que irá reinar. A prosperidade não será mais opcional, é preciso correr para ser capaz de se reconhecer um rei sem súditos e aceitar o coroamento de muitos, de todos, de tudo.

A dor que nos consome hoje e, talvez, até que chegue 2012 é a dor do apego. É que é bom demais viver deste jeito. É gostoso ser acariciado por um corpo perfeito, é fácil comprar as coisas com dinheiro, é bom se deixar seduzir por cheiros. A verdade é que não será mais possível consumir algo que custou o suor de um analfabeto ou de um negro, algo que tenha roubado a vida de um bicho ou a paz de um ser humano lindo. 2012 é a mudança de símbolos, é o resgate do divino, tudo de melhor que foi perdido pelo caminho! O amor não poderá mais ser demonstrado ou medido do mesmo jeito. E a gente sofre porque a troca implica movimento. Placas tectônicas se ajustam dentro do nosso peito. Em nós nascerá um novo elemento. Fomos nós que quisemos, iluminadamente, sem nem saber se seriamos competentes. Eis um dos nossos maiores medos; não sermos perfeitos.

Enfim, temos um ano inteiro para sair de qualquer extremo e transformar “defeitos” em meio. Que Deus nos permita estar atentos, porque !Céus! o fogo do inferno é movido a arrependimento, talvez, ainda, oxalá, uma mola propulsora a melhores versões de nós mesmos. *Que venha o entendimento de tudo de que somos feitos. Que saibamos tratar bem nossos espelhos em um exercício de amor verdadeiro*

Que venham os planos

As esperanças

Vestidas de branco

Que venha o planejamento

Financeiro

A promessa de jejuar

Um dia inteiro

Que venham os feriados mais

Aguardados

Que sejam vencidos nossos

Medos

Que se realizem nossos

Desejos

Que desapareçam

Desnecessários pensamentos

Que se fortaleçam os melhores

Relacionamentos

Que os sinais gritem

E nos indiquem o caminho

A ser seguido

Mas que ele seja

Divertido e

Florido

Que o mar seja uma constante

Canção em nossos

Ouvidos

Que nosso olfato

Não nos traia

Que nosso paladar

Nos invada

Que o ano comece

Como um passar de mão

Desavergonhado

Por debaixo da saia

Que os momentos mais

Lindos sejam

De contemplação do

Infinito

Que nossos atos seja inspirados

No Divino

Que todos vivam um amor

Digno de livro

Que nossos finais felizes

Aconteçam por antecedência

Que sejam respeitadas

Nossas crenças

Que a gente possa ter dia livre

Toda Sexta

Que todo dia de 2011

Seja um Novo Ano

Como uma folha em branco

Uma vista para o oceano

Um lápis na mão

E uma caneta tinteiro no coração;

2011 será transformação.

Tomara que dê tudo certo,

Eis o que eu peço, Rainha do Mar!


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