Nandadornelles's Blog

Archive for September 2010

Meu pai é ser humano incrível

É claro que o amo

Mais

Em função de ser Meu

Pai

Mas que bom que seja assim,

E não ao contrário

Que bom que eu não prefiro

Outros

Que não sofro querendo

Um pai

Que não seja o meu

Que não desejo ele

Com defeitos diferentes ou

Qualidades mais pertinentes

Aliás, eu assumo completamente,

Este é o viés condicional

Do que sinto enquanto

Sua filha:

O amo não por ser Pai,

Mas por ser Meu

E a partir disto

Mudo tudo o que se descortina

À nossa frente

Aceito ele

Enquanto indivíduo

Enquanto ser imperfeito

Buscador de coisas que desconheço

Vencedor de batalhas

Que travou em nome

De valores

Que transformou no

Maior tesouro

Que dia a dia ele colocava

À minha disposição

Mas ainda, sem nenhuma pressão,

Mais do que tudo,

Ele me concedeu o direito

À opção

Desde  o início

Meu pai me considerou sabedora

Do meu Melhor Destino

Capaz de separar sozinha o joio

Do trigo

Tanto foi assim que ele

Não se sentiu acanhado em

Me aplicar inclusive alguns castigos

De, vez ou outra, ser duro

Comigo

Meu pai não temeu que eu confundisse

Alguns atos punitivos

Com desamor ou algo do tipo

Ele confiou que um dia

– Cedo ou tarde

No momento certo, quando

Realmente importasse –

Eu entenderia seus intuitos

Eu tocaria no fundo

No ponto escondido por camadas de

Noções erradas sobre o que seria um

Indivíduo

Eu enxergaria a luz primeira

A base da sua essência

De onde nasceram todas

As suas intenções

A meu respeito

E pra isso não foi nem preciso

Um grande acontecimento

Acho que começou acontecer numa

Terça-feira em que

Mais depressa eu quis

Crescer

Para poder ajudar

Um amigo, uma pessoa

Muito querida que havia recentemente

Conhecido

Mas, sem pensar em nada disso

Eu apenas

Fiquei à disposição do destino

Que levou meu pai e eu

Para uma cidade que não era a nossa

E ainda por cima com um

Bom número de horas vagas

Então, diante da possibilidade de

Não fazer nada

Nós resolvemos quebrar esquinas

Desconhecidas

Sem nem a expectativa

Do que poderíamos encontrar

Em ruas tímidas

De uma cidade chamada Floripa

Sob o pretexto de encontrar uma padaria

Meu pai e eu

Saímos

De braços dados

Como dois amigos

Poderíamos ter ido a qualquer lugar mais

Próximo

Se a preocupação fosse com a fome

Do corpo

E não a do espírito

Mas não, naquele dia

Nós decidimos que iriamos mais

Longe

Nos olhariamos nos olhos

Sem medo

Nos emocionaríamos com nossa

Sinceridade

Não barraríamos nenhuma

Lágrima

O obejtivo era chegar à Catedral

Mas no caminho

Passamos por uma outra igreja

Maltratada pelo tempo

Sem ofensa, suas paredes eram feias

– “É essa a catedral?” – perguntou meu pai

Como eu tinha recém saído

De um religioso período

Não tive dúvidas e na mesma hora

Lembrei do meu amigo

Que passa por um momento dificil

E talvez, nessa mesma igreja

Tenha feito um pedido

– “Não, pai. Essa é a igreja de São Francisco”

De repente, a catedral

Perdeu o seu sentido

E nós entramos no templo

Do protetor oficial dos bichinhos

Sem nenhum obejtivo

Específico

Na entrada, uma senhora pedia esmola

Eu a concedi meu sorriso

Libertando-a de qualquer tipo de

Domínio

Seguimos até o altar em

Silêncio

Não só eu agradecia

Por algumas coisas que

Aconteceram

Como por outras que ainda

Desconheço

Meu pai e eu estranhamos um santo com

Cabelos

Na saída, eu já sabia,

Meu pai caminhava na direção da

Senhora

Já com a carteira na mão

Quando chegou a sua frente, lhe perguntou:

– “Tu queres que eu me sente?”

Ela olhou pra ele intrigada, cansada

Se perguntando se ela teria que fazer algo

Para ganhar de uma vez a esmola

Tão esperada

Meu pai percebeu e continuou com sua fala

– “Tu fez um sinal pra mim quando passei

Por ti,

Pensei que era porque

Querias que eu me sentasse aqui.”

E colocando em suas mãos algumas moedas

Depositava na alma

Daquela senhora

Mais uma peça,

Uma espécie de reza,

Que somaria com os esforços de tantos outros e com

Os próprios dela

Para que um dia

A vida pudesse ser bela

Também pra ela

Ainda mais unidos

Por uma visão menos deturpada

De nobres menidgos

Meu pai e eu seguimos

Rumo a lugar algum

Caminhávamos felizes

Num dia que não tinha nada de

Lindo

Chovia, fazia frio, ventava fino

Mas a gente estava conectado além do

Infinito

Juntos reduzimos o peso

De tudo o que não é compartilhado

Pela falta de um verdadeiro

Amigo

Desafogamos mágoas desnecesárias

Causadas por pessoas ludibriadas

Demais

Pelo dinheiro ou pelo

Sucesso , pelo tamanho dos seus

Egos

Concordamos que em nosso meio

Só havia lugar para

Amor e respeito

Foi quando eu trouxe definitivamente

Para aquele evento

O meu mais novo amigo

Íntimo

Um ser humano muito

Querido

E de repente me perguntei

O que seria de mim

Se meu pai amanhã não

Estivesse mais aqui

Demorou um tempo

Até que a resposta pudesse vir

Mas no fim

Eu admiti

Que depois de ter sentido meu pai

Algo mais

Depois de tê-lo encontrado num

Lugar

Que só pode ser indentificado

Num mapa astral,

Algo como a dois quarteirões

Da Aurora Boreal

A desnecessariedade da sua existência

Real

Começava a ser construída

Aos poucos eu nos concedia

A possibilidade de trasncender

De lhe oferecer o direito de

Não ser tudo

O que foi até hoje e ainda é

Eu deixei que ele decidisse

O que ele realmente quer

Desobriguei-o da cansativa missão de

Estar aqui

Em carne e osso

De se fazer presente

De me lembrar de quem sou

Do que eu gosto

De quais são meus valores

Se meu pai, pelo motivo que fosse,

Não pudesse estar no plano

Físico

Amanhã ou qualquer dia desses

Comigo,

Agora eu sei,

Seria possível sentí-lo de qualquer jeito

Hoje, nós dois juntos

Quebramos

Excluímos

Qualquer necessidade de pretextos

Reduzidos

Encontramos novas portas de entrada

Para nossas almas

O que não faz de mim uma pessoa fria

Que nem tristeza sentiria

Em algum momento

Vivi a possibilidade da sua

Ausência como em

Uma espécie de desdobramento

Eu me vi

Chorando

Em pensamento o buscando

Com as minhas córneas

Desenhando

Seu sorriso no céu do

Meu espírito

Mas até em função de tudo isso,

No fim, eu unia minhas mãos

Na frente do meu peito

Em completo

Agradecimento

Pela oportunidade de ter

Tido ele como meu primeiro

Masculino – e para sempre o Mais Lindo

Quem incentivou

Meus passos rumo ao

Desconhecido

Que me deu as primeiras noções de

Carinho

Um referencial eterno de

Um verdadeiro amigo

É claro que ter a sua compamhia

Torna a situação mais

Bonita

Mas me surpreendi

Com a nossa audácia de

Transpor a ilusão da presença

Física sem nem a vida nos pedir isto

Fizemos porque quisemos

Apenas pelo prazer do exercício

Uma brincadeira entre amigos

Talvez, até pela falta do que

Fazer

Juntos, saímos da zona de

Conforto

E descobrimos

O alívio de se saber

Muito mais do que meros

Indivíduos

Nos reconhecemos

Íntimos

Irmãos de Espírito

Almas tranquilas

Pelas certeza de uma missão cumprida:

Todo equilíbrio

Passa pelo entendimento do

Ser

Mais Lindo

A verdadeira expressão

Do divino.

Tanto o poema quando todo fruto da experiência é inteiramente dedicado a um amigo especial. Que em algum nível ele possa se beneficiar de toda luz gerada e, diante de uma situação mais bem iluminada, encontrar a porta necesária; não a de saída, mas a de Entrada.

Na casa da

Minha amiga

Anita

Entre mil coisas femininas

Foram confirmadas

Algumas descobertas antigas

Como por exemplo,

Que leveza tem a ver com

Estado de espírito

E é algo que se constrói

No íntimo

– A mochila pesava mais de 20 quilos –

 

O sorriso é pela

Felicidade de Ir

Sem Partir

 -“ Rápido, meu Feminino Mais Lindo!

Não queremos perder o ônibus

Nem a onda

Precisamos seguir

Alguém está  a caminho

E nos dará uma carona

Rumo ao destino

Que ainda não sabemos

Mas que tanto queremos!”

Praia do Sambaqui – Flops – SC

… Segue em Paz, minha amiga

Que a vida nos una sempre e mais.

(meu carinho e gratidão à tua família linda)

Te amo!

Dia desses eu queria escrever um conto

e ele não saiu

Era pra ser a estória do acaso

ao contrário

Eu tinha muitos dados mas não

todos os fatos

Me incomodou o vazio do papel

que me recusou

Que mandou pra longe a minha

Pretensão

Até que com o passar dos dias ele

Chegou

Não sozinho

Veio através de um homem

muito instruído

Foi quando eu entendi

porque diabos o conto não

Saía

É que o final estava desfocado

Estava presa no dilema certo x errado

Eu queria mas

ainda não via

Que dessa vez não seria uma questão

de leitura previlegiada ou raio que o parta

Esse conto

Teria muito de desconforto

Mas marcaria o mais lindo reencontro

De uma mulher

E seu universo amoroso

Toda vez que chover

Uma semana inteira

Sem parar

Eu vou lembrar de

Quando comecei

A te amar

Talvez

Nem precise esperar

Tanto

Talvez entre um lanche

E um banho

Talvez

Logo ao acordar

Na verdade

Não sei como

Será

Quiçá

Minha lembrança

Se alimentará

Do que nasceu

Sem se preocupar

Se é algo que está vivo ou

Morreu

O que importa é

Saber que esse destino

É tanto meu quanto

Teu

E que se nada mais

Poderá ser

Igual

Se o mundo já ficou mesmo

Tão diferente

Se eu já fui posta do lado

Avesso três vezes

De que adianta se perguntar

O que vai acontecer

Com a gente?!

Desejo que teu dia

Hoje

Tenha uma especial musa

Inspiradora

Desejo que teus movimentos

A tenham como dona

Apesar de qualquer distração

Tormento

Ou masculinas pretensões

Desejo que pra ela – hoje mais exclusivamente –

Sejam os teus melhores

Pensamentos

Que tu conceda a ela

A beleza e a

Força

De uma gigante

Que tu permita

Uma antiga menina

Mostrar a linda mulher que ja é

E a que ainda vai ser um dia

Intercalada com beijos e abraços

Muitos delicados afagos

Típico das relações saudáveis e inerente

À toda paternidade

Que tu conceda a ela tua permissão

Para uma felicidade solta

Inclusive fora de qualquer

Padrão

Que no dia do seu aniversário

A tua filha ganhe

De presente

A ausência

De qualquer preocupação

Que esteja leve o teu coração

Que nada atrapalhe a tua

Visão

Diante de um Ser Feminino Divino

Que veio ao mundo

Tendo tu como um

Caminho

Que o dia de hoje

Seja apenas o início de um exercício

Em que tu te desprende

De tudo

O que a tua angústia paterna

Desperta

Que, em nome

Especialmente Dela,

Tu te permita confiar que

Que a partir de agora e cada vez mais

A responsabilidadel por tudo

O que há de se revelar

É, exclusivamente, dela

Aproveita e concede a ela

A tua permissão para um espiritual

Emancipação

Que teus olhos e teu coração

A concedam um trono de rainha

– E nem pelo fato de ser tua filha –

Mas por ser uma forte e corajosa

Menina

Que aceitou vir a este mundo

Te tendo como guia

Te aceitando e te

Amando

Antecipadamente

Confiando que seria o seu melhor

Destino possível

Te ter como pai e como

Amigo.

Uma palavra, pergunta a cética para a assassina:

– Cilada

– O que é cilada?

– Armação

– O que é armação?

– Sacanagem

– O que é sacanagem?

– Brincadeira

– O que é brincadeira?

– Desperdício

– O que desperdício?

– Involução

– O que é involução?

– Morte

Uma palavra, pergunta a assassina para a cética:

– Amor

– O que é amor?

– Bondade

– O que é bondade?

– Doaçao

– O que é doação?

– Verdade

– O que é verdade?

– Consciência

– O que é consciência?

– Objetivo

– O que é objetivo?

– Sol

– O que é sol?

– Luz

– O que é Luz?

– Deus

Ao soar de uma meia noite qualquer, uma assassina caminha em direção a sua pena enquanto a cética se revela crente. Elas se abraçam e se afagam, riem e choram de emoção por se descobrirem mais do que são. Elas não tem outra opção e do próprio veneno provarão.

Fácil era seduzir meninos

Tão logo os via

Já decidia segura todo nosso

Destino

Meus movimentos

Não precisavam ser calculados

Afinal, o perigo vinha apenas de um lado

O meu

Eu era o perigo

A própria presa de mim mesma

Mais do que corações puros

Eu buscava na inexperiência alheia

A minha melhor receita

De mulher madura

Ser impura não era pecado

Pior seria ter que reconhecer minhas fraquezas

Mas já era tempo de

Passar a cena

E me descobrir além

Do que criei para ser

Sem poder seguir com a farsa

De coerências superficiais

Algo veio e entrou por uma

Porta escondida da minha vigilância

De repente me senti impotente

Apesar de consciente

Desde o início cometi o erro de cálculo

Mais temido

Te considerei inofensivo

Como aqueles antigos meninos

Arrisquei me ver num olhar mais

Demorado

Bem quando tu estava ao lado de um padre

Nem ele, nomeado por um Deus onisciente,

Pode me salvar das consequencias de ser

Imprudente

Eu caminhava valente

Desafiava tua presença

Sem te dar nenhuma certeza

Enquanto já começava a ser levada

Pela força da correnteza

Agora, procuro, procuro

E, nada

Preciso admitir que estava despreparada

Para me encarar inteira

Me ver sem tanta destreza

Uma presa imobilizada pelo

Meu próprio veneno

O mesmo que construiu e

Destruiu velhos casamentos

Tu agora é o espelho

Do que eu fui

E se te temo

Não é nem pela possibilidade de um relacionamento

Mas sim pelo sofrimento

Em admitir a crueldade, a falsa espontaneidade

Com que conduzi desavisados meninos

Ao martírio

Eu tenho medo é do que

Tu traz de mim

Do que eu não quero ver e

De arcar com as responsabilidades

De um dever:

Esquecer a falsa pretensão de saber

E ser tudo que eu tentei esquecer

Me apavoro com a simples idéia

De na tua boca morrer

Mas, vai ver era assim que tinha que ser

… e diante disso,

O que diabos eu posso fazer?


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