Nandadornelles's Blog

Archive for April 2010

Já virou dito popular; toda mudança começa por você mesmo. Mas o que isso implica na vida prática, pouca gente sabe fazer. Pensamentos estruturados a respeito é que não faltam. Livros de “10 passos para mudar sua vida” são escritos todos os dias e traduzidos em todas as línguas. Já dizem os clássicos da auto-ajuda; quando você muda, tudo ao seu redor muda também. E, não é assim?! Acontece que mudar não é uma questão que se encerre no simples movimento de optar. O real processo de mudança precisa estar sustentado pela própria mudança já realizada na sua maneira de pensar. Do contrário, tudo mais é teatro, exercício dramático das mais diversas variações de um tema paradigmático por si só.

Só pode mudar a escolha final quem muda a pergunta inicial. Mudar a estrutura das aparências é fácil e só exige esforço mental. Transformar um impulso sexual em portal para um novo aspecto de si mesmo, como amor incondicional por exemplo, é um exercício tão exigente como jogar xadrez consigo mesmo. O bom jogador, o jogador honesto é aquele que não torce pra nenhum dos lados, até porque sustenta a consciência de que ambos lhe representam da mesma maneira. No momento da jogada, ele está tão atento que não chega a acreditar que é um ou outro e escolhe o movimento que beneficia o jogo. É o fim do apego aos resultados. A desnecessariedade de ganhar ou perder. É a alma lavada pelo mais simples exercício de viver. É onde, finalmente, a estratégia ganha vez. Não a estratégia cruel de gerenciamento de danos ou de extermínio alheio, mas sim, a estratégia da comunhão, da auto-superação. A estratégia certa que nos mantém alertas com foco na qualidade do jogo ao invés do desempenho dos jogadores.

É claro que muitas camadas de condicionamentos nos separam de nós mesmos. Então, enquanto caminhamos rumo à nossa mais pura manifestação, inúmeros processos de mudança acontecem até que nos seja possível enxergar o verdadeiro x da questão. O “x” do qual nós mesmos nos distanciamos e que depois, míopes, reclamamos que não enxergamos. Confusos, nos lugares mais improváveis buscamos. O alívio de saber quem não-somos em mais uma tentativa frustrada ao tentar se descobrir em alguma coisa isolada. O famoso morde-assopra de porta em porta.

(In)Felizmente, depois de muito bater com a cabeça na parede e ceder ao fato de que somos muito maiores e mais complexos do que poderíamos jamais entender, depois de parar de querer saber, depois de se permitir, realmente, sentir é que somos jogados à teia gigantesca de conciência que nos forma e existe, basicamente, no mesmo nível da pergunta inicial. Por isso que somente essa mudança é real. É só quando nos investigamos tanto internamente que o x da questão se revela. E, só para nossa surpresa, vem, ainda e mais uma última e definitiva vez, em forma de pergunta: Qual é o desejo da sua alma?

>>Tcharán! Por fim, nos deparamos com a lâmpada mágica. E, !pequeno detalhe!, não existe mais a opção de não ser atendido ou de não fazer algum pedido. Basta saber, você está pronto para ser um Aladin?!>>

Ha! E a maioria errou o pulo quando pensou que tão logo encontrasse a lâmpada teria férias programadas ou, ao menos, antecipadas. Só pra cair do cavalo. Olha aí resquícios de uma “busca” que visa o maior lucro. E não só isso! Encontrar o x da questão é apenas o início do jogo mais bonito. No qual ainda lhe é oferecida a opção de jogá-lo de imediato ou, simplesmente, empurrá-lo com a barriga. Até, assumidamente adiá-lo, já que agora você já o sabe lá e não será mais preciso “perder tempo” em procurá-lo. Mas veja bem. O x da questão apresenta sempre a mesma pergunta que vem sempre acompanhada do seu livre- arbítrio em aproveitá-la para o já possível salto quântico ou não. Mas, toda vez que você a adia, que você a empurra com a barriga, o x da questão novamente se distancia. E, um belo dia, quando você se pensar pronto e, todo corajoso, quiser responder a única pergunta com poder para mudar a sua vida, provavelmente, terá que se resgatar exatamente em um “lá” que não existe mais. Só o que sobrou foi o caminho com algumas setas indicando a direção do movimento anterior. Encontrar o x da questão, ou não, vai depender de mais uma série de novas questões.

O x da questão só aparece quando estamos tão próximos da nossa alma a ponto de, efetivamente, sabermos do que trata a nossa mais verdadeira vontade. E nem poderia ser diferente. Ou por que, diabos, nos depararíamos com uma pergunta tão sublime se não tivéssemos condições de respondê-la à altura?! É verdade, já estamos desgastados pelos anos que se passaram. O atendimento da nossa prece está tão escondido ou disfarçado de teste que fica difícil saber se os desejos mais profundos do nosso Deus é cilada ou pecadora manifestação da vaidade.

Quando, mesmo que desconhecida, a intenção na busca por processos de transformação é genuína, as camadas mais superficiais vão sendo gentilmente retiradas uma a uma. Assim, é chegado o dia – quem diria?! – que o teste já não vem tão mascarado assim e a oportunidade de realizar o desejo da sua alma se revela logo ali. Tudo o que é preciso fazer, é se perguntar, mais uma vez e com veemência saber o que te move: o sentir ou o ser. Seu amor incondicional ou seu medo de ver desaparecer seus tão queridos personagens?

É aí que entra a substituição, a mudança mais radical. Conviver a todo momento com o x da questão requer muito culhão! O Universo vai sentir o cheiro do seu otimismo, da sua pretensão diante das mais mundanas situações e vai, obrigatoriamente, te testar. Se é fato que você chegou tão perto de si mesmo a ponto de encontrar a sua mais profunda verdade sobre quem é nesse mundo, então passa a ser seu desafio diante de tudo e de todos sustentá-la. Até porque só existe uma resposta certa sobre quem você é e ela é tão alta, tão sublime, tão luminosa que as chances de você ter tomado pista por resposta definitiva são muitas. Sendo assim, humildemente, dia após dia, você se reverencia e pede permissão para descobrir um pouquinho mais de si. E de repente, quando pára para dar uma olhadinha pra trás, vê uma sequência de escolhas bem feitas. Quando te cai a ficha de que você já não é mais quem costumava ser. O ancoramento do real desejo do indivíduo transforma, pelo potencial nele contido, tudo o que encontra pelo caminho. Caminho que agora possui um único destino que se constrói também pela força da mais pura motivação.

Saber do que te faz feliz é, sim, uma informação privilegiada. Mas que precisa ser bem utilizada senão acaba sendo desperdiçada.

Muito fã da experiência na Terra! Treinando para o campeonato de xadrez individual!

Quem se dá o maior prêmio?! Quem dá mais no Leilão de Ovelhas!?!
Dô-le uma…

Não sei bem onde foi que começou essa mania. Quando a gente menos espera, estamos olhando pra cima, rezando, pedindo, chorando, esperando… desejando do fundo do coração que caia do céu a bendita solução. Da mesma forma a gente acha que funciona o processo de seleção para os ditos escolhidos da Era Moderna. Em algum ponto confuso dentro de nós, acreditamos que Deus envia cartas marcadas, pessoas predestinadas a cumprir uma ou outra função. Pastores ou ovelhas? Afinal, quem somos nós?

Faz parte da complexa teia da necessidade de aprovação externa. Uma parte de nós insiste em querer saber o que, diabos, é esperado de nós. Se você já passou da fase em que isto se dá na relação familiar, bem, aí começa uma bronca muito maior, uma incógnita de ordem divina. Parece que viver não basta. Ter um emprego, uma profissão, pagar as contas, ir ao cinema, namorar; nada disso faz mais sentido se não estiver relacionado com o cumprimento de uma específica função. Agora em um aspecto mais macro, queremos ser alguém para o mundo. Egos disfarçados de agente social ou candidatos a cargos inexistentes. E existe uma empresa recrutadora, quem regula a lei vigente?


Algumas igrejas pregam outras apenas metaforeiam na tentativa de preencher silêncios perigosos, mas todas elas dizem mais ou menos a mesma coisa. Tem sempre a história do rebanho, das ovelhas, do pastor, enfim, variações a parte, a moral está exatamente no sentido figurado. Vamos lá, isolando os elementos, re-contamos uma conhecida lenda:
Temos o Pastor, alguém que não necessariamente conhece o caminho, mas está com seus olhos mais abertos, atento e capaz de processar um maior número de informação a respeito do trajeto, do momento. Idealmente, o Pastor é uma ex-ovelha (ou alguém que no mínimo entende muito sobre o assunto) que ergueu um pouco mais a sua cabeça e se propôs a gerenciar os perigos, contornar os empecilhos e compartilhar com o rebanho o que tem visto e sentido. O Pastor pode ser a ovelha que se dispôs a escutar o chamado, sentiu no seu íntimo que tinha mais a oferecer do que a receber. O Pastor é a ovelha que exercita o merecimento de chegar mais longe, ver nos mais verdes pastos a beleza de Deus. O Pastor é a ovelha que se individualiza, que se auto-retira da massa sem definição que é a multidão. Faz as vezes de recrutado e recrutador se alternando no exercício primário do que significa ser onipotente, onipresente, onisciente.

As ovelhas. As ovelhas são a grande maioria de nós. Queridinhas, branquinhas, fofinhas mas sem a menor vontade de escolher o seu próprio caminho. Os de nós que precisam de alguém para guiar, para alertar sobre os perigos eminentes, alguém que nos abrigue quando chegar a tempestade, que nos leve até o pasto mais verde – mesmo que este nem o seja, mas nos convença e nos alimente também com a ilusão de termos à nossa disposição o que de melhor há. Ovelhas somos nós quando abrimos mão de questionar o que nos está sendo imposto, apenas baixamos a nossa cabeça e, mesmo contrariados, engolimos. Vitimados, ruminamos a insatisfação das possibilidades limitadas, o campo das potencialidades eliminadas.


No meio de algumas ovelhinhas branquinhas sempre tem aquela, às vezes uma ou duas, muitas ou poucas, distoantes, desobedientes; negras. Para o Pastor-Ego (aquele que se candidatou ao cargo pelo status de Escolhido) a Ovelha Negra é um pesadelo. Ela é insistente, resistente, pensa por si própria, também sente um chamado; quer comer do pasto ao lado, se recusa a caminhar na linha, a seguir junto com o rebanho. A ovelha negra é a chispa da potencialidade de um novo Pastor para espíritos aventureiros sem culhão para susutentar seus projetos mais verdadeiros. A ovelha negra bagunça a ordem perneta do sitema rebanho-pastor e oferece a oportunidade da individualização por meio da contravenção.


Tanto novos Pastores como novas Ovelhas Negras causam muito reboliço. É o poder desconcertante da iniciativa. Somente um universo de autônomos é que poderia levar nosso mundo à Revolução Oficial da Maestria Pessoal. É só com um universo abundante de Novos Pensadores – sejam eles Pastores ou Ovelhas Negras – que tantas diferentes verdades poderão ser apresentadas até o rebanho das ovelhinhas brancas, aos poucos, exterminar. Diante de tantas opções, até mesmo simplesmente seguir um caminho exigirá exercício de raciocínio. A pergunta antes escondida, agora escancarada na placa indicativa do caminho: você é feliz?


Sendo assim, eu inauguro esse manifesto; pelo Pastor ou pela Ovelha Negra que existe em você! Que toda Ovelha Negra se depare com a responsabilidade da escolha pessoal e leve tão a sério a sua função a ponto de mudar de papel, se desapegar do rótulo que lhe foi dada, convertendo sua rebeldia em pró-atividade, incrementando sua atuação com uma pós-graduação em comunicologia. Que o rebanho se transforme numa multidão de Pastores que se encontram eventualmente e reconhecem mutamente sua orientação Divina. E por que não, promovem um encontro anual de Benchmarking para trocar as diferentes técnicas utilizadas para otimizar a caminhada rumo à Realização Individual. Que os Pastores deixem de lado tanta vaidade e prestem mais atenção às suas próprias escolhas tanto que no final das contas torça para que o número de seguidores diminua. Que o reflexo do seu trabalho de Pastor seja a inspiração para processos de emancipação e nunca a chave para uma nova mascarada prisão.
Mas ainda não chegamos ao fim, não fácil ou tão cedo assim. Não dá para esquecer do lobo, certo?! Sempre tem. O lobo é o mau que nos espreita, que ronda o rebanho em silêncio, às vezes disfarçado, mascarado, ardiloso, sempre prestes a atacar. O lobo é o perigo do qual o “Pastor nos protege” e a Ovelha Negra, displicente, nos oferece. Se o lobo deixa de existir também desaparece a necessidade de ser guiado por um Pastor e arranca pela raíz o problema que marginalizava a Ovelha Negra. Afinal, para o organismo e o baixo nível de exigência de uma simples ovelha, pasto é pasto. A não ser, claro, que determinados pastos devam ser evitados já que expõe as ovelhinhas aos olhares degustadores de um lobo faminto. Assim, e somente assim, é que o Pastor se faz valer e a Ovelha Negra se faz temer. Ovelhas brancas levantam suas patinhas aos céus dando graças pela existência do lobo, quer dizer, do Pastor enquanto Ovelhas Negras festejam a sua exsistência, a iminência de mais uma descoberta, uma nova auto-experiência. A excitação do desvelamento do desconhecido, o cruzamento da linha do perigo ao enfrentar o lobo diante de todos . Ovelhas Negras chegam a duvidar que o lobo exista mesmo que se deparem com ele mais de mil vezes. A falta de memória como sintoma da vida 100% no presente.
Pensando bem, eu mudo meu protesto. Eu voto mesmo é pela supremacia das Ovelhas Negras. Abaixo ao Pastor que existe em você! Eu sei, tem gente que vai chiar. Mas veja bem. Se o Pastor é uma ovelha evoluída que só se faz necessário em função do Lobo-Mau e as Ovelhas Negras são as loucas-varridas que não aceitam qualquer leviana imposição, então, pra que alimentar o problema in the first place?! Ovelhas Negras não acreditam no papel do pastor porque, em primeiro lugar, não acreditam na ameaça real do lobo mau. Ovelhas Negras têm instinto e se dão mal, quebram a cara, às vezes perdem oportunidades ricas de descanso – a ilusão da sombra e água fresca como o maior troféu pelo bom comportamento – perdem amigas, às vezes a vida, mas gaham a experiência de seguir por onde acreditam e, no mínimo, mais sabidas. O grande mal de que sofrem as Ovelha Negras é chegarem aonde querem sozinhas. Meu protesto é pela socialização das Ovelhas Negras. Que elas sejam muitas e amigas pra toda vida.
A supremacia da Ovelha Negra que existe em cada ovelha do rebanho, a aceitação da ovelha negra em cada um de nós é o único remédio que não pode ser inventado. É a cura para todos os males, o milagre mais esperado. O último passo antes do fim da Era dos Pastores, a dismistificação dos mal-feitores. A Era das Ovelhas Negras é a chegada dos tempos de Ouro quando não buscamos no outro a resposta sobre quem somos. Nós mesmos, por nossa conta e risco assumimos nosso potencial Divino. A promoção de Indivíduo para Escolhido.
Chega de se iludir pelo cajado que alguém diz que lhe foi dado, um cargo em solenidade empossado. Chega de esperar bater na nossa porta Deus em pessoa ou seu mais novo oficial representante determinando a nossa função em uma já doentia loucura, em um organograma ultrapassado. Sejamos nós ovelhas brancas ou negras. Nos chamemos de um som incompreendível, uma sílaba de um alfabeto a ser inventado. Somos quem queremos ser, ninguém nunca poderá nos dizer. É só nosso dever querer saber e fazer valer.

Em tempo: ser uma ovelha branca ou preta está além de qualquer configuração visual. Ser um seguidor ou um descobridor é uma opção de vida, uma diferença que só pode ser sentida. Ser um ou outro não é algo que possa ser idealizado, transformado, desejado. Só existe cor no estado de espírito; a sociedade das almas se organiza pela cor das auras e é totalmente igualitária!

Embelezamento é transformação, consciente potencialização. Tornar algo belo é o puro exercício do nosso poder co-criador de uma realidade que é, em si, materialização de essência. Essência que não pode ser outra coisa senão a verdadeira beleza.

Bonita é a mulher que sabe de si. Não o saber da mente, tampouco o conhecimento psicológico dos seus mais variados personagens. A beleza feminina vem do ponto em que consciência e existência se encontram, projetando a luz natural do que é expressão da Forma Divina.

Beleza é o poder feminino na forma física. A estética que transcende os sentidos trazendo a inspiração. A vontade convertida em ação como num passe de mágica. A combinação intuída entre cheiros, cores, tecidos, decotes, gestos e flores. O equilíbrio do que se revela aos poucos, doses homeopáticas de movimentos sutis e fortes pensamentos transformadores. A mulher bela é aquela que sabe tanto o que expõe quanto o que estrategicamente não revela.

Todo o ritual de embelezamento é gerenciado pela motivação que vem de dentro. Tudo mais que for acessório só faz cumprir o intuito amoroso de quem sabe o Ser Belo que já é. A consciência da existência em dimensões mais sublimes transparecendo nas faces. Os traços valorizados por produtos que materializam uma sensação de alma. Saber dos pontos fortes sem a pretensão de com eles comprar o que preço não tem.

A desnecessariedade da beleza abre portas para o universo em que se explora naturalmente o que já existe em um corpo perfeito por suas próprias imperfeições. O conceito de autenticidade ganhando brilho primeiro para si mesmo para depois saltar aos olhos do outro; impressionar, conquistar, seduzir.  A certeza de que nenhum elogio poderá causar uma sensação que já não exista. Os adjetivos que não se procuram porque já se sabem todos ali, manuseados com humildade durante um ritual que é, também, de auto-conhecimento.

Todo o processo de embelezamento, desde a escolha das roupas, acessórios até cada um dos produtos que cuidam dos cabelos, das unhas, das curvas do corpo, da maciez da pele, que colorem os lábios, fazem brilhar os olhos, torna  inteira a mulher fragmentada por suas responsabilidades. O gesto mais feminino ao ser capaz de ensimesmar-se apesar de um caos de expectativas alheias, reconhecendo e reverenciando a beleza do mundo tal como num espelho –sem pressa mesmo quando sem tempo. A mulher bela que carrega com ela, por onde for, um pedaço da beleza intrínseca ao ato de viver e que só se contenta ao ver despertado no outro seu lado mais belo ao apreciar a delicadeza da sua intenção primeira; preparar a Terra para os efeitos do poder feminino.

Um linha comportamental holístca não sei das quantas – que uma húngara, psicóloga maluca companheira de viagem no sul da :india que me contou –  considera que existam quatro tipos de pessoas no que se refere a forma de aprendizado. Grupo 4; os que nunca aprendem, Grupo 3; os que só aprendem vivendo, batendo a própria cabeça, Grupo 2; os que aprendem pelo exemplo alheio, Grupo 1; os superdotados que aprendem com qualquer fagulha, pode ser lendo, ouvindo, vendo, é uma palvrinha, uma molécula de oxigênio que entra e plim acende a lâmpada da consciência os colocando a milhas de distância dos meros e ignorantes mortais.

(In) Felizmente, acabou que eu deveria pertencer ao Grupo 3. Ufa, quantas vezes minha mãe não deve ter perdido o sono de medo que eu pertencesse ao Grupo 4. Mas enfim, o tempo passa e desfaz o temor maior trazendo o tal do aprendizado. Aí eu olho e me pegunto; e todas as pessoas que já sabiam disso não podiam explicar melhor, mímica, música? Quem sabe desenha diretinho e fala com carinho, será que nem assim a gente entende? E será que de fato a gente quer? Agora eu vejo que era mais forte do que eu, não era uma questão de escolha, eu sempre joguei pro time da sabedoria que só vem depois que a gente se perde de tanto que se procura e nada pode ser melhor do que contar aos quarto ventos um segredo que se descobrir sozinha.

Por trás de todos os conselhos e regras gerais de condutas há uma base espiritual que vem  lá de longe, de onde tudo começou. Lá quando seres inteiros e de luz habitavam a Terra. Lá de quando o amor reinava e os chakras em harmonia vibravam. A mesma época em que um dito cujo não resisitiu e  decidido a ter mais se desconectou. Mas a gente não sabe de nada disso quando nasce e tem dificuldade de entender as instruções sem melhores explicações. Para o pessoal do grupo 1 e 2 não tem problema porque eles estão mais conectados com a fonte, eles vem pra cá com uma memória crística mais presente. Aí é que sobra pra nós, o pessoal do grupo 3. A gente que vem pra Terra querendo se transformar da forma mais legítima possível, sorte que eu era para estar entre os que não desistem porque ôh tarefinha difícil, hein! Pra piorar além de faltar a memória, a gente sente uma conexão forte em alguns aspectos e perneta em outros. Aí vem o pai, a mãe, o padre e a fofoqueira da vizinha com um monte de balela sem explicação. É claro que a gente não entende nada, tira todo mundo pra louco e sai correndo tentando bater asas sem nem saber se está pronto para levantar vôo.

Eu não canso de encontrar ditados, expressões, diretas recomendações que agora – meu Deus, já era tempo – fazem sentido. A começar com um assunto bem polêmico: Sexo. Tá, pode nem ser mais tão polemico assim porque a mídia oferece outras opções menos profundas como Swine flu e crise econômica. Mas a verdade é que educação sexual devia ser capítulo inserido em Religião como legítima orientaçõo espiritual. Quem foi que separou corpo do espírito e depois se deseperou quando se deu conta que perereca e peru bateu assas e voou?

Não me entenda mal. Eu não sou contra sexo, longe disso. O que eu gostaria era conseguir passar para outras de mim o que eu gostaria de ter sabido lá quando a excitação do desconhecido era mais forte do que tudo. Só para deixar claro, acho que sexo é lindo e sempre válido como expressão física do amor. Mas, não sem cuidado. Fora os riscos universalmente conhecidos como doenças e gravidez indesejada, irresponsáveis relações sexuais trazem consequências que transcendem a matéria e se transformam em uma barreria diária à felicidade. Assim como tudo o que a gente desvia da função original vira bagunça. Sexo foi feito para reprodução e porque é muito bom o pessoal começou a abusar e se lambusar com o meio desconectado do seu fim. Eu fico imaginando se no tempo em que o mundo era lindo uma transa casual começasse assim:

–                      olá, vibração energética linda! Que cor-de-rosa mais lindo na sua aura!

–                       Ah, sim, olá. Claro que você não podia deixar de perceber, os seus chakras também estão tão alinhados e energizados! Linda a cor rosada da sua aura também”

–                      Sublime esse momento, não?! Ambos completos!  Que tal contribuirmos com a Terra unir nossa luz e energia criando um serzinho mágico e poderoso, puro e corajoso?

–                      Claro, eu sentia mesmo que era chegado esse momento!

E como num passe de mágica, dois seres se concentram, se recolhem e se expandem, se ajustam, conectam um chakra com o outro e explodem em energia e luz.  Assim, agora, eu alimento essa idéia de que requisito básico para ato sexual é a completude. Se não assim, aí olha como a gente estraga tudo no mundo real:

–                      Oi princesa, e ai, beleza?! Hm, o seu chakra cardíaco tá vibrando legal, hein!?

–                      Ah, oi, hmmm, tu acha?! Porquê? O teu não!?

–                      Ah, é pois é gata, eu tenho uma deficiência energética no Anahata. Eu até que podia me puxar e entender melhor porque a energia não flui ali, mas a verdade é que dá muito trabalho e você é tão gatinha que bem que você podia me “dar”.

–                      Ah, pois é, sabe que até não é uma má idéia. Mas óh só se você prometer me chamar de “gata” e “princesa” todos os dias porque eu tenho uma deficiência no meu plexo-solar, meu ego é exigente e requer manutenção constante. Inclusive o meu último relacionamento terminou por causa disso. O meu ex não queria mais alimentar o meu ego, aí eu deixei de gostar dele e a gente acabou. Assim, se você prometer alimentar o meu Plexo-Solar eu prometo alimentar o teu Anahata.

–                      Bá, gata, demorô!! Vem cá, “dá” pra mim, vem…

–                      Ah, eu vou só se você disser quem é a sua princesa, diz, quem é a sua gatinha… diz…

E mais rápido do que um abra-cadabra, um dia a princesa acorda e se desepera quando vê que o príncipe não está lá. Porque tudo que a gente só dá um dia acaba e pra quem não faz mais do que receber não há outra alternativa senão procurar, encontrar e se “grudar” em uma nova fonte. Quando pai e mãe dizem; “espera, pra que se precipitar, sexo é coisa pra gente grande” não é suficiente porque sexo – ainda mais se é proibido ou sentiment não consentindo – dá prazer e a orientação precisa vir seguida da legenda. Mas aí, se a pessoa pretence ao grupo 3 ou 4, difícil saber o que iria adiantar. O negócio é estar preprado para remediar e saber que não adianta lamentar.

Eu não sou boa em estatísticas, mas ariscaria supor a grande parte dos problemas de relacionamento nascem em função da não completude energética individual antes do ato sexual. Como se transar fosse assinar em um nível energetico a sua mais querida propriedade e a sua mais temida deficiência em relação ao outro. E se agente tá falando daquele pessoal que não vai nunca se mexer, do grupo 4 que vai morrer do mesmo jeito em que começou, talvez nem tenha tanto problema. Uma vez perfeitamente encaixado necessidade e necessitado, como peças de um quebra-cabeça, dois seres se retro-alimentam. Nenhum dos dois ousa a se mexer porque bem no fundo sabe que o outro pode cair e derrubar a viga que sustenta também o seu lado. Mas, se o casal em questão está nem que seja semi-acordado, o movimento acontece e um dia o que eu tinha já não é mais suficiente para sustentar o presente ou o que eu precisava não vem mais na mesma cor ou embrulhado com amor, então, todos os desententimentos que felizmente levam a uma separação começam.

Fora outros motivos para problemas de relacionamento como diferenças culturais, padrões, linguagem, doshas e koshas, eu acredito que a sutil comunicação energética e espiritual através dos chakras é decisiva para a harmonia do lar e do par. A capacidade básica de a si próprio em primeiro lugar amar.

Creative Commons License
@live by NandaDornelles is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-Share Alike 3.0 Brazil License.

Eu realmente acredito que nossos mais lindos momentos de inspiração são resultado de uma conexão com algo maior, sublime, divino.

É por isso que todo conteúdo postado nesse blog está livre de qualquer proteção intelectual. Eu quero é mais que você se inspire com o que eu disse, que venha, pegue uma frase, um trecho, uma palavra, um suspiro e transforme ele algo ainda mais lírico, ainda mais bonito!

Assim como os escritos desse blog não tem nenhuma função comercial, o selo por mim escolhido só pede que ao utilizar algum pouco das idéias nele contidas, conforme sua mais genuína vontade, você só resguarde o direito de não fazer da criação dos outros o seu ganha pão. Use, sim, tudo de abstrato que ele contém para inspirar a sua criação mais original e com ela, então, conquiste seu primeiro milhão! Vamos juntos, antes de encher os bolsos, preencher as almas, os olhos, o coração.

Entre, fique à vontade, use e abuse, estes escritos não são meus. São apenas palavras que buscam traduzir o que de mais lndo passa por mim.

Tenha um ótima semana!

Namastê!

www.creativecommons.org

É um mistério pra mim

Esse teu poder

Tu, o grupo mais seleto de pessoas

Na minha vida

Quase mais forte

Do que muito de mim

Parece até assombração

Ou cutuque do diabo

Como devorar uma barra de chocolate

Eu só me dou conta

Depois que passou

E a tua marca mais uma vez ficou

Impressa pela minha digitação

Num documento que era branco

Na tela do meu computador

Um suspiro que chega sempre tarde

Quando já estou a caminho da cama

De pijama e tudo

Logo antes de me recolher

Ao mundo protegido dos sonhos

Chega de caminhão a tua imagem

Levando embora o que era sono

Trazendo na caçamba as memórias

De um tempo que não volta mais

Primeiro atropela tudo o que era

Incertezas disfarçadas de agora

E mesmo que eu não possa chamar

De amor

Ou de paixão

Esse algo anônimo me revira o estômago

Me acessa pela porta lateral

Arranca de mim sentimentos

Que a pura falta de tempo armazenou

E porque ninguém deles se desfez

Dentro de mim tu ficou

Eu mal te vejo chegar,

Descaradamente me atropelar,

Já te vejo partir

Não poderia ser diferente

Entre nós, foi mesmo sempre assim

Tão logo eu te pensava ali,

Já era hora de admitir

Que sem mim tu parece ser mais feliz

Sem demora

Tu sempre partiu

Deixando um buraco

Preenchendo apenas minhas mãos com

A certeza de que tuas breves visitas

Só tinha ainda um propósito cruel:

A minha escrita

A única coisa que ainda nos liga

A materialização da nossa união

O mais próximo que já estive da tua companhia

A ilusão de não estar sozinha

Quando vejo a mim mesma

No rosto teu que eu busco recriar

Em poesia, mal-traçadas linhas

Mas que nunca, jamais

Será capaz de representar

O poder transformador

O sopro encantador

Que é o teu sorriso

O teu despojado estilo

De brincar de ser Deus

De, a todo custo, evitar ser meu


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