Nandadornelles's Blog

Archive for September 2009

Então tá, chega de bancar a turista.

Hoje vou para o Ashram – claro, sem internet, né pessoal – então, os posts se limitarão aos meus dias off (1 vez por semana), assim como, respostas a e-mails.

Not a worry – nossas almas estão conectadas, eu recebo todo o amor e a força. Obrigada!! Sintam-se sempre amados, todos vocêS, sempre, no meu coração – com carinho, os meus melhores pensamentos!

Miss u guys already!

See u later!

!Namastê!

Shree Sunder NArayan Temple - main deity is of Lord Vishnu also called Narayana towards Godavari River – Shree Sunder NArayan Temple – main deity is of Lord Vishnu also called Narayana towards Godavari River – Nashik

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Eu ainda não sei o que pensar. Preciso é de muito estudo e explicação para entender o que acontece nesse canto do mundo.

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Houve um dia que eu pedi coragem e, hoje tenho certeza que, o Nosso Senhor me atendeu, talvez, já sabendo que um dia eu haveria de ver de perto o que vi e, sem ela, eu voltaria correndo pro aconchêgo ilusório do meu lar. Um dia eu pedi coragem para seguir o caminho sem saber exatamente qual seria, sem nunca imaginar que eu testemunharia as manifestações mais puras do que vem de Deus. Agora, o que há em mim é uma espontânea oração, um pedido de perdão por tadas as vezes que julguei não ser vista por Deus, por me deixar consumir por dores tão absurdamentepequenas impossíveis de comparar com a pobreza, a sujeira, a falta de qualquer coisa externa mas ainda tão humanamente belo representado por uma quantidade incontável de sorrisos. Vergonha é o que eu sinto por todo os desejos alimentados, por toda posse, por toda gula, pelo medo, por qualquer dúvida.

O que me encanta é também o que me choca. O ser humano não deve ser feito só de beleza e aromas como busca parecer. A nossa matriz deve, sim, estar na Luz, na perfeição e, à sua semelhança, nossa alma e essência pertencem. Mas há de ser que a passagem pela Terra promova a transmutação de tudo mais que não vibra na energia do Eu Divino e, sendo assim, não pode pretender já ser algo que apenas almeja ser. A beleza das roupas, dos prédios, das ruas, dos parques, o luxo dos carros, a limpeza aparente das calçadas, o aroma dos perfumes, todo o lixo que se esconde, toda a feiúra que se disfarça; a quem se quer enganar? Basicamente, manifestações do desejo de algo que, com sorte, ainda haveremos de experimentar. Mas agora, ao nosso redor, é a antecipação do belo indescritível que um dia há de se manifestar.

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Se olho para trás, se olho para lá de onde eu vim, o que eu vejo é um desperdício imenso de energia, de pensamento, de tempo, de dinheiro na busca insana por tentar reproduzir algo tão belo que nem em nossos melhores e mais audases sonhos podemos conceber. E assim, corremos atrás de tudo que pode nos tornar mais bonitos por fora, fazer de flores o chão que pisamos sem nos darmos conta o quanto tudo isso só faz nos aprisionar aos sentidos e à ilusão de que diante de nós estaria o alcance máximo da nossa potencialidade.

Se não é verdade que o que viemos transmutar na Terra é feio e cheira mal, porque é então que isso nos assusta e com remédio e leis e medidas de segurança e muros e perfumes tentamos desesperadamente disfarçar? Não trancamos a respiração quando o caminhão do lixo começa a passar? Não fechamos os olhos quando uma criança inocente a falta de saúde começa a manifestar? Para qual lado olhamos entre a construção do rico e o amontoado de trapos do pobre? Não torcemos o nariz quando a comida não traz o prazer desejado através do nosso paladar? Por que permitimos a cobiça e a vaidade girar a nossa cabeça e guiar nossos passos? Por que o medo de parecermos o que realmente somos? Por que não assumir, honestamente, o que é real e, a partir daí, construírmos os caminhos e abrirmos as portas para o que é eterno? Por que o medo de sermos feios ou sujos ou mal cheirosos nos move na direção oposta, na direção que muda apenas o que vemos e exibimos mas não o que somos?

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O que me encanta e me choca é saber que isso é real. É o completo não-desejo, a total devoção. O feio que não agride, o mau cheiro que não encomoda. Porque é real e, com a graça de algum Deus, um dia há de se esgotar, assim como, toda e qualquer manifestação do Eu que não é Divino e precisa se purificar.

Senhor, me permite te ver e te sentir com os olhos dessa gente que só faz viver perto de Ti. Me permite a descoberta da verdade que alimenta o contentamento puro desse povo que nada tem a não ser a fé na Tua existência e na Tua internvenção infinita e justa. Que o entendimento de tudo o que me causa tamanha estranheza e encantamento hoje, aconteça naturalmente em meu coração na medida em que Tu nele passe a habitar.

Tá, ele é o Brad Pitt da India, ou até mais porque canta dança e conquista todos os coraçoes…

já conquistou o meu!

As musicas são tudo de bom. Se consegue legenda em ingles, as letras são bonitas mesmo!

LIIINDOOO!

Billu

Check it out!

Uma investigação mais apurada e as decisões podem ser melhor tomadas. A garrafa aberta pelo room-service não contém nenhuma das garrinhas do lacre, tampouco vestígios destas enquanto as outras duas garrafas vazias que estavam na minha lata de lixo e que fui eu quem abriu ainda têm. A tampa da suspeita garrafa está suja, marquinhas pretas que tenho medo de pensar como e onde surgiram. E, mais importante e evidente – fora a dor na minha barriga – umas coisinhas brancas presentes na água… uns floquinhos tipo de água de côco… ai, céus, seriam coliformes fecais?! Pânico. Que testar a minha fé o que, eu já estou na Índia, sozinha, eu já tenho testes suficientes e adoro a minha fé do jeitinho que ela é! Eu vou é falar com o gerente, Sunny, esse sim, meu amigo indiano.

Olha o exercício da fé, aíh, geente!

Hoje, pedi a minha garrafa de água mineral complementary junto com o meu café da manhã – que é servido no quarto ao meu sinal – e o meu amigo indiano-room service fez a gentileza de abrí-la para mim. O que, em qualquer lugar do mundo, não seria motivo para maiores preocupações. Mas, pára tudo! Estou na Índia e, de todos os conselhos que recebi, o que mais me foi pedido: cuidado com a água. Pois bem. Como não fui eu quem abriu o lacre da garrafa, agora eu experimento uma dorzinha de barriga que não saberia dizer se é de de beber água mal-tratada, pranóia ou falta de fé. Afinal, não seria uma colônia de bactérias a me derrubar a essa altura do campeonato!?… ou seria?!

Eu quero saber, o que você faria:

1 – Entenderia isso como uma provação e beberia toda a garrafa de água mentalizando que o indiano não seria capaz de tamanha maldade e, mesmo que ele fosse, você exercitaria confiança e perdão como virtudes básicas de sobrevivência;

2 – Rezaria para descobrir que a sua capacidade de assimilar uma água mal-trata (ou, seriamente, contaminada) é proporcional ao tamanho da sua fé;

3 – Beberia o suficiente para, sendo o caso, desencadear uma dor de barriga e, então, sair atrás dos culpados exigindo soluções;

4 – Se contentaria em saber que a sua fé já é linda e não precisa dessas tolices para se manifestar, encerraria a paranóia e a patetice comprando outra garrafa de água e seguindo com a sua vida.

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Eu não me considerava – o que, certamente, se extende para padrões internacionais – uma pessoa com fé. Ao contrário. Até pouquíssimo tempo atrás, tudo na minha vida era uma questão de análise, estabelecimento de metas, desenvolvimento de um plano, execução e avaliação. Eu adorava ser assim e as coisas pareciam funcionar. Eu passava de ano – mesmo de raspão em matemática e física – eu, eventualmente, chegava ao peso desejado, administrava turmas diferentes de amigos, meu lado intelectual, aventureiro, família, romântico, bagunceiro e, claro, o festeiro com aparente equilíbrio. Ainda fruto do meu sistêmico processo mental, eu passei no vestibular da Universidade Federal, eu manejei despesas e responsibilidades com diferentes flatmates – o que já é bem discutível o quão bem sucedidas foram algumas dessas experiências, mas enfim, com a ajuda da minha família eu sobrevivi – eu abri uma empresa, estruturei minha independência financeira e minha auto-confiança… e… ponto. No meu caso, não era possível ir mais longe sem fé. É verdade que, se olho para trás, ainda antes, alguns pontos importantes se desenvolveram com base em uma fé inicial, mas tão incial que só era perceptível no momento da súplica ou do desespero, de joelhos em frente ao altar mais próximo. Tão logo o pedido se realizava, eu voltava a minha vida “real” que, absolutamente, não tinha espaço para o cumprimento da promessa. Por falta de fé, por não cumprir a promessa ou por simples erro no sistema, as coisas na minha vida não pareciam ir muito longe. Todas emperravam em um mesmo dado momento onde a fé, e tudo mais que vem com ela, mostrava o seu porquê; só eu é que não conseguia ver.

Quando eu falo em fé, não falo em nenhum Deus específico. Não faço apologia a nenhuma religião ou crença. Até porque, se você me perguntar se eu acredito em Deus, respondo um sim bem grande e forte. Mas, se me perguntar em qual, eu fico muda. O Deus em que acredito tem todos os nomes, é de todas as cores e atende a todas as preces indistintamente. Eu posso simpatizar mais com uma filosofia de vida do que com outra, pode me serem mais sensíveis os rituais de uma religião do que de outra, por vezes, posso não concordar com o que algumas delas fazem com os seus fiéis – até porque o meu Deus aprecia e suporta a capacidade de discernimento, análise  e escolha como exercício divino do livre-arbítrio. Mas basicamente, a fé que eu vivo hoje, a fé que começou a se revelar e, diariamente, se constrói em mim não tem logomarca, slogan ou sede. O que faz com que meus olhos e meu coração permaneçam abertos para tudo e capazes de transformar na verdade que urge se manifestar até o insulto que se ousa dizer. Ou, assim eu espero…

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Então, um dia, durante um cerimonial de chama violeta que eu fazia para a Realização do Plano Divino em minha viagem para a Australia na Igreja do Divino Espírito Santo, em Porto Alegre, se aproxima de mim essas senhoras. Eram duas voluntárias da Igreja que se ofereciam para somar forças às preces do fiéis. Havia um certo número deles naquela manhã e eu nem pensei que a mim, sem nenhuma grande pedra a ser removida, seria oferecida a forcinha extra. Pois, elas se aproximaram, primeiro uma – a mais simpática – depois a outra. Me perguntaram qual era a minha prece e quando eu falei, sem o menor constrangimento – afinal, qual poderia ser o problema – que estava fazendo um Cerimonial de Chama Violeta (a minha vela de 7 dias violeta chamava a atenção entre todas as outras dezenas de velas brancas próximas ao altar) para Saint German pedindo a realização do Plano Divino em minha viagem, a segunda senhora – a menos simpática – fez uma cara torta e disse: – “Ah, então você não é católica?!” Eu não sabia muito bem o que pensar. Será que, se eu explicasse as minhas crenças e não me auto-intitulasse católica, eu não seria mais merecedora da sua oração? Por via das dúvidas e considerando que elas não deveriam dispor da manhã toda e que, afinal, outros haveriam de necessitar mais da oração adicional do que eu, respondi tão rápido quanto possível: -“sou, sim”. O que, de fato, não era nenhuma mentira ou a minha prece não teria sido ouvida considerando que eu estaria quebrando o *?* Mandamento (opa!! não existe nenhum Mandamento sobre falar a verdade?!). Assim,  também a senhora exercitou a sua fé e, considerando o *?* Mandamento (e a sugestão de Amar o próximo como a ti mesmo, não é um Mandamento?!), com uma mão sobre a minha mão e a outra sobre o meu chakra cardíaco com tamanha devoção que eu chorei. Quando ela terminou, fez-se um breve e gostoso silêncio que ela quebrou com um sorriso no rosto e um olhar que via atrávés de mim: – “é incrível o tamanho da sua fé. É linda a fé com que você realiza essa viagem.” É verdade, nos últimos anos eu havia descoberto e vivenciado a minha fé, mas eu ainda não tinha idéia do que ela estava falando. Até quando me permiti imaginar o que aquela afirmação poderia significar, meu cérebro só trazia belas imagens como se a fé fosse se manifestar através de um bilhete premiado de loteria. O que não deixa de ser verdade como figura de linguagem para o que acontece quando dedicamos nossa vida ao Sagrado, mas, ainda assim, mera metáfora para um segundo e, às vezes, bem demorado, momento.

A segunda vez que a minha “forte” fé esteve em pauta, foi minha amiga Anita que lia de um livro a descrição do meu “tipo” considerando a combinação entre meu signo e meu ano de nascimento. Eu estranhei que sempre adorei esses assuntos e nunca, até então – fosse mapa astral, revolução solar ou horóscopo de jornal – a minha fé havia sido mencionada. Quando espiei o que dizia o sagitário 1981, pensei que se aplicava melhor a minha pessoa e desejei ter nascido um ano antes. Mas, obviamente, não havia nada que eu pudesse fazer e a mim cabia algo mais ou menos assim: “a sua fé é o que há de mais forte te conduzindo confiante até o último momento, memso quando tudo mais parece mostrar o contrário. Com a sua fé você vai até o fim.” Não que as coisas não estivessem boas – afinal, eu estava em Byron Bay por 8 dias em uma Feira de Escritores – mas, digamos que, a minha fé passava por uma série de provações e eu até me perguntava qual era o real tamanho da minha fé na minha própria fé e para qual delas se aplicava os acontecimentos em questão.

Melhor não surrar o cavalo antes de o potrilho nascer, mas, me parece que o pior passou e minha fé, assim como, a fé na minha fé estão bem, obrigada. Não sem alguns arranhões – coisa básica para quem está na chuva para se molhar (auauau uma salada de fruta de ditados populares) –  mas o que não me derruba é o que me faz mais forte!  O que quero dizer é que, finalmente, entendi a função da fé para ultrapassar aquele ponto em que eu parecia emperrar tantas outras vezes até então. Tem a ver com uma certeza que acontece dentro do seu peito. É algo quase tangível que te move pra frente, te faz manter a cabeça erguida mesmo se houver de cair em um choro de súplica. Você sabe, a partir de algo maior, que não está sozinho e dramas menores como perder o emprego, não encontrar um emprego, se afastar de um grande amor, não ter uma coisa ou outra, engordar ou emagrecer, fazer as unhas, cuidar do cabelo, o carro, a bicicleta, a roupa, nada… absolutamente nada pode te tirar essa paz, essa confiança é o que te impede de temer.  E então o não-temor abre essa porta linda e mágica para uma outra dimensão em que tudo o que te pertence se movimenta e eventualmente chega as tuas mãos sem nem mesmo você ter pedido com todas as palavras. Eu penso, seriamente, que essa sensação é o céu de que a Bíblia fala. Eu acredito que a história de irmos para o céu como recompensa pelo bom desempenho de toda um vida é apenas mais uma figura de linguagem. Para mim, o céu é a paz que nos permite apreciar as coisas boas da vida. Céu, azul, paz, nuvens fofas, conforto, luz, confiança, certeza, merecimento, plenitude, existência, desprendimento, vôo, Ser. O Céu deve ser um presente que se possa aproveitar e para tanto deve ser conquistado aqui, na Terra. Não é isso que diz a oração “que seja feita a Vossa vontade assim na Terra como no Céu”?! E como todo céu, às vezes hão de chegar as nuvens e trovoar e relampejar e reorganizar nossas idéias, sentimentos e pensamentos e nos fazer melhores e ainda mais preparados para mais uma vez o céu azul e limpo apreciar.

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… Ainda me pergunto; o que foi será que a senhora não-tão-simpática viu aquele dia na igreja. Será que foi um trailler do “Desafio I – aprendendo um novo idioma”, ou o “Desafio II – re-aprendendo a viver sozinha” ou “O Desafio Maior – a garçonete no caminho da maestria ” ou “O Grande Desafio –quero ver fazer tudo de novo em um pé só e com a mão nas costas… na Índia”!?

Me rolando de rir porque, como dizia meu amigo Fábio Jr, “… tudo é uma grande brincadeira, cada drama é só o nosso modo de ver porque na verdade a vida vai nos mostrando o que nós mesmos vamos criando com o nosso poder de crer.”

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Muito cansada para sair pra jantar, então vai um lanchinho simples no quarto do hotel mesmo -ou é medo de se frustar com as spices de novo?! bem… só pra garantir uma felicidade mais básica, Veg Pakoda, não tem erro… a não ser que vc coma aquele compridinho ali do meio com toda a vontade sem saber que é… Ahh P** que P** pimenta!!!!

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Melhor Sweet Lassi ever ever ever!!! Sem comparação. Agora que eu fui descobrir uma coffee shop 24hs bem perto do meu hotel com mtodas as coisas mais maravilhosas da Índia em porções 1 pessoa!!!! Ainda bem que vou pro Ashram amanhã senão iriam faltar Rupees pra tanta gostosura!

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DSCF1824Idli Sambar and Coconut. Bem gostoso e não tão spice. A bolachinha parece um cuzcuz, bem levinho e sem muito gosto, só uma desculpa pra saborear os molhinhos!

DSCF1817Café da Manhã: Puri Bhaji e Sabudana Khichadi e claro, o Nescafé docinho booom. Um são masinhas de pão fritas e o outro batata cozinha com muitos temperos e cebola. Tem um maldito que tá presente em tudo e eu não descubro o que é porque são tantos misturados… será que é a semente de cardamomo?! Ai meu pai… será que demora muito até eu me acostumar?!

DSCF1831Ahh e o caminho pra coffee shop ainda é suuper agradável!!! Já sabem onde eu vou estar quando não estiver on line, né?!


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