Nandadornelles's Blog

Archive for July 2009

Eu estou é ansiosa por ver este novo momento da Terra. Ainda esta semana o bem-amado Mestre Hilarion, do alto do seu Raio Verde, nos enviou uma mensagem que me encheu de esperança. O Mestre Da Verdade, alertou sobre a importância de nos mantermos firmes no propósito de ancorar a Luz na Terra, principalmente nesses tempo de agora quando três consecutivos eclipses aceleraram o processo de transformação da humanidade através de grandes descargas energéticas – o que explica muitos dos desconfortos que estamos sentindo fisica e emocionalmente. Um tanto de mim se ocupa em fazer a minha parte no trabalho de renovação da Terra e outro tanto, é a expectative de vê-la acontecendo.

E, por fazer parte de tudo isto é que me peguei pensando em quando é que foi que começamos a confundir os meios com o fim. O que foi que desencadeou todo o processo que nos coloca onde estamos hoje? Como foi possível nos desprendermos tanto da divindade que nos constitui a ponto de correr séculos em maratonas na busca pelo poder que não se justifica? Se no início era tudo harmonia, tal como a que há de voltar a reinar, o que poderia o Homem querer que já não estivesse ao seu alcance? Não podíamos ver que duvidar da Sabedoria da Criação nos traria tamanho sofrimento?

Olho ao redor e nos vejo tão cansados correndo atrás de meios como se estes fossem o grande obejtivo de nossas existências em um desperdício imenso da capacidade Divina com que o Criador nos dotou. Vejo a doença tomando o espaço da saúde e como nem mesmo um chamado tão grande quanto o do nosso veículo corpo é capaz de nos fazer parar e repensar o estado em que nos encontramos. Milhares de nomes passam a ser inventados para esclarecer as dores, as oscilações de humores, os incuráveis tumores. E ainda,na tentativa de tornar tudo muito simples, de nos manter irreflexíveis e cegos, milhares de pseudo-soluções embaladas, diferentes cores, nomes, marcas, valores. São tantas as formas oferecidas para seguirmos contribuindo com o caos, com a exploração de tantos irmãos, com a distância que nos separa da fonte. O que pode ser forte o suficiente para fazer conduzir nosso olhar na direção certa?

Se tudo o que vem de Deus já é bom, qualquer de nossas necessidades supridas causa essa inigualável sensação de conforto, de prazer, porquê foi preciso ir tão longe pelas mãos do próprio homem? Porque precisamos de dez mil modelos de não-sei-o-que, utensílios, pinduricalhos, incontáveis maneiras absurdas de satisfazer prazeres exacerbados? Porquê foi que o homem quis se escravizar? Quando foi que decidimos nos acorrentar à ilusão dos sentidos? Quando foi que passamos a conceder poderes a um igual tal qual fosse um superior e passamos a comprar as suas verdades como itens de sobrevivência em uma loja de conveniências? Quando foi que abençoados meios passaram a ser esses vazios objetivos que nos roubam a chance de viver em Paz?

Não é preciso um milagre tão grande. Não é preciso virar de ponta cabeça nem, ir para o trabalho plantando bananeira. O momento em que nos encontramos hoje também possui muito de bom, descobertas e conhecimentos que sustentam esse movimento de transformação e que só fazem comprovar o amor incondicional de Deus pelos Seus. É só mudarmos o foco. Ajustarmos o uso das nossas fontes. Só o fato de entendermos que formas-pensamento como a do dinheiro não passam de meio para que realizemos o Plano divino. Somente este ato já desencadeia uma generosa e infinita corrente de solidariedade. Assim simples, porque uma vez que riqueza e bens materiais passam a ser vistos e manipulados como MEIO que são, o egoísmo, e sua irmã ganância, deixam de existir. Uma vez que todos concordam com a busca pelos verdadeiros objetivos, quem haverá de se opor a compartilhar os meios para se chegar até lá? E assim, como num passe de mágica, a pobreza, a fome, a falta de saúde física – causa de todo sofrimento, desculpa para grande parte das maldades cometidas na Terra – desaparece. Se esse que está ao meu lado, não importa a sua cor, seu tamanho, credo, nome ou sobrenome, vive para fazer realizar o mesmo que eu tanto desejo. Se no meu irmão eu enxergo a mesma motivação que me faz iniciar e encerrar cada dia como uma linda prece de agradecimento, sem as pretensões do ego, sem alimentar os vícios e os distúrbios da alma, então, o meu alimento é o teu alimento. Tudo o que eu conquistar, que meu irmão também possa usufruir porque a paz, quando chegar ,vai nos beneficiar igualmente. Dividir o que tenho, hoje, com o meu irmão só faz com que este lindo momento se antecipe e, pela própria ação da SOLIDARIEDADE, já é, desde agora, REALIDADE.

Obrigada ao Mestre Hilarion e a todos os trabalhadores da Luz!

hilarion2Avante, soldados de Cristo é a melodia da Fraternidade de Creta; executai-a e dirigi vossa atenção e amor à Chama da Verdade e a mim, Hilarion.”

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…E eu não canso de me surpreender com as oportunidades que o mundo nos oferece para experienciar o que somos, o que gostariamos de ser e o que já podemos, completamente e sem medo, ser. Estar neste gap que separa uma da outra, em plena consciência, é um presente.

Desde já, comemoro a vitória que se anuncia. Pela conquista que se está prestes a alcançar e, para sempre, um pouquinho mais de tudo, mudar!

NAMASTE!

{INSPIRAÇÃO}

Então, essa é uma discussão que queria ter com meu amigo Paulo. Puxa  a cadeira, meu amigo. Vamos tomar aquela ceva, Polar?! Vamos deixar as idéias chegarem e, quisá, chegarmos, nós, a uma conclusão ou a falta da necessidade de uma, porque, no fim das contas, o que importa é apreciar o caminho, não?! E, que caminho melhor do que esse de tentar entender?!

Eu andei pensando na co-existência do bem e do mal. Me ajuda aí, meu amigo. A princípio, sabemos que o bem existe e, pensamos saber o que é o bem porque o mal existe. Basicamente porque, de uma forma ou de outra, rotulamos o que é mal. Desconsiderando o complexo universo do que é o bem e o mal para cada indivíduo e suas concepções de vida, morte e experiência intrínseca de Ser, bem e mal são forças, certo?! Onde age uma força não pode agir outra e esta ação permanece regida pela inércia até que a força oposta a rompa, dando início a um “novo reinado”. É isso?!  A Natureza de uma força, do bem ou do mal, seria a mesma, certo?! Nós mesmos; criadores da luz e da escuridão, ao mesmo tempo medo e coragem, problema e solução. Nós mesmos; aliados e inimigos em um revezamento constante duelo a duelo.

Tenho medo do que estou prestes a relatar, porque muitos – tu, entre os poucos que não – hão de me chamar de louca. Mas, todo esse pensamento, essa reflexão, começou dia desses quando vi, ao vivo e a cores, um duelo do bem e do mal. Ah, claro, eu sei, maluquice minha, qual foi o chá de cogumelos que eu tomei?! Nada! Sóbria até demais. Pura verdade. Eu, não só vi como também, participei. Vou te contar até para podermos darmos nomes aos bois. – “Vai mais uma cervejinha?!”

Eu fui chamada para trabalhar em um evento. “Exciting, hã”. É como eu me sentiria normalmente. Mas, no dia nterior ao evento eu tive um dia “espiritual”com um grupo de amigas quando cada uma ensinou às outras a sua prática, a sua teoria, a sua mandinga. Compartilhamos experiências, pontos de vista, autores preferidos, filmes, receitas. Tudo regado a vela acessa, incenso e comida vegetariana. Ao fim do dia, eu estava transbordando de contentamento. Pura conexão com o divino. Na hora de ir embora, era recém passado das nove da noite, eu decidi fazer o meu caminho para casa caminhando ao invés de pegar o ônibus. Ainda considerei o quão perigoso poderia ser. Mas, a Gold Coast é um lugar, sim, muito seguro e, me agarrando na fé de quão ilumiada e protegida eu estava, não haveria de haver perigo algum. Lá fui eu. Não só vestindo rosa como sorrindo demais, caminhando com a firmeza de ser parte atuante do Plano Divino. Pelas ruas, eu ia cantando “Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare, Hare Rahma Hare Rahma Rahma Rahma Hare Hare”. Meu coração era grande e só amor, eu não escondia isto a nenhuma das pessoas que cruzavam meu caminho. Dado que, a uma certa altura, mais ou menos no meio do caminho – não, não “tinha uma pedra” como no poema de Drumond, mas sim um homem – um homem bem característico, para não dizer estranho: albino, careca, estatura média-baixa, usava camisa branca e um colete preto. De longe, naquele primeiro momento, nada mais do que alguém parado na calçada perto de um bar. O trajeto todo devia ser de uma meia hora de caminhada, ritmo exercício. Quando virei a última esquina, já na quadra da minha casa, tive a sensação de estar sendo seguida. Ainda confiante, nem olhei para trás. Na porta principal do prédio, a confirmação. Aquele home, aquele Ser Estranho, atrás de mim. Calmamente, ao invés de abrir a porta, caminhei um pouco para o lado até a caixa do correio na intenção de deixá-lo agir. Não queria pré-julgar ninguém, se fosse o caso de ele ser um morador do prédio ele tomaria a liderença de desenbolsar a chave e abrir a porta. Nada. Ele continuava ao pé das escadas esperando por mim. Sem muita estratégia embasando minhas atitudes, apenas abri a porta e entrei. Acontece que a porta tem fechamento automático o que faz com que ela, obrigatoriamente, permaneça alguns segundos aberta e não há nada que se possa fazer em relação a isto. Foi quando eu desapareci do campo de visão do Ser Estranho, mas ainda no lounge do prédio, eu aguardava pela sua decisão, pelo seu movimento. Quando decidi voltar para o espaço em comum a nós, sim, dei de cara com ele que entrou, suavemente, pouco antes de a porta se fechar. Sem nenhuma exitação ou medo na minha voz ou gestos, eu perguntei: “Sorry, do you live here?”. A verdade é que minha pergunta tinha até um quê de amor. Imediatamente, ele colocou as duas mãos na aultura do chakra sexual e, ensaiando os primeiros passos de costas em direção à porta, dizia: “So sorry, I am looking for the Q1”. Acontece que o Q1 é um dos prédios residenciais mais altos do mundo, sem dúvida o mais alto da Gold Coast e, de fato, é ao lado do meu, mas, como é de se imaginar, não existiria motivo para uma confusão; o Q1 é ponto turístico, o meu prédio não. Então, ainda com o mesmo tom de voz, com uma firmeza conduzida por muito amor, eu comecei a “empurrá-lo” para fora do meu prédio, lentamente, dizendo: “oh, this is not the Q1 building. The Q1 building is just beside this one and the entrance is up right side on the street”. Ele continuava repetindo, num desespero-arrependimento controlado, os mesmos gestos, as mesmas palavras. “So sorry, so sorry”, era só o que ele sabia dizer. Ele ainda deu de cara com a porta, que, depois de um certo horário, já não abre mais automaticamente e fui eu quem, em mais um gesto de amor, teve que apertar o botão para que ele pudesse sair. Foi muito depois de ter certeza que ele havia ido embora, de fato, que pude entender o quão protegida eu estava e que muitos devem ter sido os anjinhos que me guiaram durante aquele combate. Mas, ainda sem muitas conclusões e entendimento de porquê isto teria acontecido, achei que era só seguir com a minha vida, afinal, uma jornada linda de trabalho me esperava no dia seguinte.

O ataque deixou , sim, algumas marcas. Ao acordar e me preparar para o evento, um desânimo incrível me roubava a empolgação costumeira. Ao chegar no evento, uma partida de rugby entre Queensland e NSW – algo como um Grenal só que em um estádio moderníssimo e com 52 mil pessoas assistindo, nenhum risco de morte, briga ou confusão. Só alegria, pura diversão. Eu não queria trabalhar. Me foi dada camiseta de supervisora e eu nem liguei. Fiz corpo mole, enrolei tudo o que deu, joguei conversa fora, matei o tempo. Até que, não tinha outra opção, o circo começou a se montar. De cara, a supervisora com quem eu deveria dividir a responsabilidade era alguém com muita sêde por poder. Era perceptível a importância descabida pela razão, pela última palavra, completamente seduzida pela autoridade descabida. Até tentei e quando vi que era só isso, desisiti e decidi: vou me limitar ao trabalho braçal, esse poder não me alimenta, dessa fonte eu não quero beber. Mal sabia eu que essa era uma apenas das manifestações do mal que tomariam parte naquele, não mais tão sutil, combate. Era uma equipe de umas vinte pessoas; três delas, declaradamente, do bem, umas 8 neutras oscilando, trabalhando um pouco pra um, outro tanto pra outro e as outras 9 restantes todas do “mal”. Os neutros se olhavam, nos olhavam e diziam: “que coisa mais estranha esse dia, que pessoas estranhas”. Era uma liderança torta. O trabalho em si era uma desculpa tão grande para aquele duelo que chegava a não fazer sentido. Era um manda daqui, outro desmanda de lá. Nem mal entre mal se entendia, só era certo o quanto eles queriam que as coaisas dessem errado, que dali todos saíssemos cabisbaixos, desiludidos, desmotivados. Foi quando eu e minhas colegas “do bem”, uma mestra em Reiki e uma anjinha mexicana, decidimos que daríamos ao nosso rival o que eles estava pedindo. Preenchemos nossas faces com sorriso e deixamos que eles se deliciassem com a sensação de poder, com a ilusão de serem mais do que nós através dos papéis que eles tentavam, nem-tão-disfarçadamente, representar. Vou te dizer, no início não foi nada fácil. Eles barravam nossos sorrisos, se esquivavam da emanação de pura energia, quebravam a nossa intenção de harmonizar aquele grupo que precisava estar vibrando alto para encantar os convidados que estavam por chegar e que, não tendo nada a ver com aquele pacto, mereciam divertimento. Assim que o salão começou a ser preenchido pela euforia de uma diversão eminente, nós decidimos usar a energia dos desavisados para dispersar as intenções do mal. Dessa vez, os nossos sorrisos cumpriram a sua função e happy customers acabaram por trabalhar para o bem. Ao final, depois de nove horas de trabalho, nós tinhamos 1 desistência do grupo do mal, outros 7 calados recolhendo suas más intenções como rabinhos entre as pernas deixando o local sem nem mesmo um último olhar. Eu tinha duas novas amigas no peito, uma flor feita de guardanapo por um cliente guardada no bolso e uma alma serena num corpo cansado pelo dever cumprido.

Aí eu pergunto: Isso existe? É assim mesmo que funciona? É quando se está repleto de luz que o mal te ataca com maior intensidade? É aí que ele vem até sem máscara? Porque no geral, bem e mal convivem em aparente harmonia, não? As pessoas, simplesmente, vivem e o mal entra pelas portas dos personagens e se reveste de status, de poder, se cobre de nomes e sobrenomes e através dos seres desavisados executa as suas tarefas. Mas e quando, como nos casos acima, não há nem sequer um personagem? A intenção do mal está tão óbvia que chega a não caber na fantasia de cargo, poder e aparência. Qual é o objetivo do mal? Impedir a realização do bem? Só isso? E enquanto o bem insiste em prevalecer através das pequenas e verdadeiras coisas vindas da conexão com o Divino, como os sorrisos que usamos para vencer a batalha no dia do jogo, o Grande Mal chega a enfraquecer? Vai haver um dia em que o bem vai vencer? Ou o bem e o mal são somente forças para o nosso exercício enquanto seres que carregam um espírito, uma alma em desenvolvimento? E se é só isso, é válido o jogo da negociação? É por isso que algumas religiões oferecem o sacrifício de animais e oferendas em forma de comida, bebida, cigarros. É como forma de distrair o mal com uma apreciação barata na contra-partida de liberar o trânsito energético para propósitos maiores? E, quão perigoso pode ser esse jogo? Como saber se estamos aptos para jogá-lo? O quanto,  pactuar com o mal nessa esperta negociação, evidencia a nossa fraqueza em sustentar uma vivência regida somente pela Luz? Ou seria apenas uma demonstração da nossa mais pura coragem em manipular nossos medos como meros pingentes das trevas?

Mas, e peraí?! O mal não é uma manifestação tão nossa quanto é o bem?! É então o mal o nosso boicote, aquela força contra, igual em intensidade e tamanho, aos nossos maiores e mais nobres desejos? Então, quando negociamos com o mal estamos, basicamente, negociando com nós mesmos. É o boicote a somatização do nosso maior medo? É quando nos deparamos com a real possibilidade da realização do nosso pontecial que ele se manifesta? Se é, existe um meio, um como, um tempo em que poderemos ser só o amor e toda a expressão de seus porquês? Ainda, em tempo, outro questionamento: se o mal é só um degrau que, quando superado, só nos faz ficar ainda mais perto do nosso Ser Divino, confirmando nossa força e Luz, não trabalha, o próprio mal a favor do bem?!

Muitas perguntas, poucas respostas e, referente a este diálogo, uma única conclusão: a distância dos meus amigos queridos do bem pode estar me levando à loucura. Saudade, Saudade, Saudade. Daqui partem abraços e beijos carinhosos, luzes coloridas na direção dos corações mais Amados. Que entre nós e em nossas vidas prevaleça a manifestação do Plano Divino, assim como, todas as dificuldades que venham sempre para contribuir para o nosso crescimento, para a vitória do bem, senão na Terra mas em nosso puros corações. Amém!

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Aguardando respostas!

Desde a hora em que levantamos. Desde o primeiro Segundo em que abrimos os olhos pela manhã até o ultimo Segundo antes de nos entregarmos ao mundo desconhecido dos sonhos, tudo em nós e ao nosso redor são escolhas. Inclusive o entendimento do alcance de nossas escolhas é, basicamente, uma grande escolha. Algumas escolhas são desculpas outras lindas motivações. Isoladas, nem uma nem outra pode ser boa ou ruim. Mania de julgamento, elas só adquirem força pró ou contra quando admitidas em um contexto regido por firmes  propósitos, puro comprometimento assumido com e pelo nosso coração. É a estrada que se faz mais clara dos que as outras, flores que brotam uma após a outra numa seqüência quase rítmica que só fazem nos conduzir pelo que há de ser vivido até se alcançar um genuíno objetivo ou estado. E a respeito de tudo mais que vem com isto, só a cada um de nós cabe saber da sutil diferença entre meras desculpas e a divina motivação.

Eu já fui radical. Já fui, em tudo, oito ou oitenta. Puro ímpeto mal canalizado, um pouco aqui, um pouco lá, agora sim, agora não; difícil de saber onde se vai chegar. Hoje, busco a força do radical, a beleza da determinação do yang para poucos, mas decisivos, aspectos que carregama divina potencialidade de transformar quem somos em todos os diferentes e mais profundos níveis. A consciência da responsabilidade das escolhas traz um quê de flexibilidade. Cada possibilidade passa a ser encarada como um universo único, uma direção a ser tomada que aproxima ou afasta a concretização de algo que ser muito. O radicalismo encerra o entendimento de que o Ser que sou agora já é dierente do Ser que era um segundo atrás dado que outras escolhas já foram feitas e portanto me modificando, muito ou pouco. Quando não somos mais o mesmo, quando nos vemos como o resultado desse conjunto de sucessíveis escolhas, então a reflexão a cada momento se faz necessária e flexibilidade – como sempre já dizia a minha mãe – é mais do que necessário, passa a ser um instrumento na construção de um sonho; de torna-se quem se quer ser.

Algumas escolhas são óbvias. Dia desses, me dizia um lindo amigo: “é impossível ganhar sempre. Quando você escolhe por algo está direta e consequentemente abrindo mão de outro algo. Assim é o mundo, um pouco se ganha, outro tanto se perde. É impossível ter tudo.” De fato. No plano da pura escolha, aquele momento em que nos deparamos com as opções, que se fosse possível um pause veriamos esse quadro: indivíduo – opção 1, opção 2 – ação, ao nos decidirmos em direção a “1” descartamos a realzação de “2”. Se saímos do quadro em pause e ampliamos a cena, deixamos que se revelem as milhares de interferências que nos conduzem na direção de “1” ou de “2”, aí é que podemos ver a diferenteça entra Desculpas e Motivação. Não antes ser algums sofrimento, pois somos, sim e pra sempre, essa complexa convivência – pacífica ou conflituosa – entre essência e ego; escolher é sempre optar, mesmo quando não sabemos e ainda quando a decisão já não é mais uma escolha.

Algumas escolhas são difíceis por mais simples que sejam as opções, por mais que as possibilidades não impliquem em uma escolha entre a vida e a morte. Quando, diante de nós temos dois daquilo que queremos, aceitar a perda do outro, a vontade de se dividir em dois, de alterar os tempos, o cronograma, o roreiro; perder sempre dói. Lembro quando tive que optar entre o casamento da minha prima Agnes e a viagem com os amigos d escola, quando a data da prova do vestibular coincidia com as férias de verão da minha família, quando escolhi o curso de Relações Públicas ao invés de o de Jornalismo, quando me despedi de tantas pessoas queridas ao partir para a Austrália. Outras esolhas mais sutis e, pela falta da consicência, me levaram a resultados que eu “nem esperava” porque, nos momentos de escolha – um após o outro –abria mão do contexto, só o meu ser isolado naquele close fechado em um pause muito rápido. Como quando acabei sendo fumante por 5 anos mesmo sempre tendo sido contra o cigarro, quando um dia me deparei, tristemente, carregando  17 quilos  mais no meu corpo mesmo sempre tendo sido adepta ao esporte e a um estilo de vida saudável. Independente do tempo que se leva para despertar, às vezes é preciso ir até o fundo do seu poço e então fazer uma escolha mais definitiva, o que é que vai nos guiar nos momentos decisivos: desculpas pu motivações? Outras escolhas vem como resultado de um processo, curto ou longo mas definitivamente intenso e verdadeiro, de amadurecimento e entendimento interno de conceitos mais amplos, como quando optei por me tornar vegetariana. Outras ainda, são guiadas por tamanha força e determinação, nem se mostram como escolha. É algo como se a opção “2” tampouco existisse dada a importância da “1”. Como quando escolhi casar e nunca, nem por uma fração de segundos, pensei no que pudesse estar perdendo, porque quando não há algo que se queira tanto quando o que se revela, nada mais importa. Ou quando encontrei as mais lindas e inabaláveis forças diante do acidente do meu marido porque – mesmo consciente de que estava optando por fazer parte daquele processo – não estar ali, optar pela outra possibilidade, é que seria perder e não mais o cotrário. Assim como não me encher de coragem para me experimentar num ásana seria optar por perder, mesmo isto significando eu abrir mão do conforto, da ilusão das idéias prontas, de já saber, de já ser. Assim como agora apronto as minhas trouxas rumo à India.

Eu acho é fascinante a idéia de se reiventar. Sagitariana, enjôo fácil de mim. Adoro descobrir novos “eus”, muitos de ti, diferentes mundos em um só. Antes era por fora; sempre um corte de cabelo novo, a necesidade de tantas roupas, acessórios, pingentes para uma alma que se buscava conhecer. Agora, mais interno; tanto faz o cabelo, o endereço. Me experimento em cada escolha, vivo a sensação de caminhar em uma ou outra direção: qual seria a sensação de isso ao aquilo conquistar. E é nessa brincadeira de construir e desmanchar – como castelos de areia na beira do mar – é que fortaleço minhas crenças a respeito da vida, do meu papel neste cenário, em tudo o que é real e me faz vibrar e de tudo que é medo e só me faz paralizar.

A verdade é que se experimentar diante do que a vida nos oferece é o que nos permite construir os firmes porpósitos que servirão de base para o ser que queremos nos tornar. É a força que vai surgir no momento das escolhas, das simples e das mais difíceis. É a motivação que vai nos guiar numa e não em outra direção e que vai, pouco a pouco, transformando milhares de pequenas e aleatórias escolhas nessa bela expressão de uma nova e inquebrantável atitude. É quando vamos fincando, cada vez mais firmes, os nossos pés naquilo em que acreditamos e liberando a energia – antes utilizada para a escolha nos momentos de decisão – para a criação, a manifestação do ser que já se decidiu Ser. {O que não quer dizer que vai deixar de ser difícil o ato de perder.}

Completamente apaixonada pela Vida e fã do ser humano!

Incondicionalmente, eu te amo e torço pela tua felicidade!

Eu aguardo o teu desabrochar para comemorar contigo cada pequena vitória, toda grande conquista.

Te vejo alçar vôos próprios. Abrir os caminhos de transformação e de realização. Acompanho a construção da tua vida e dos teus sonhos, de perto mesmo quando longe.

Estarei sempre te esperando para que me traga um ensinamento, uma boa notícia. De braços abertos se precisares desabafar. Encontro palavras se precisares te reorientar. Porque somos irmãs. Viemos próximas para nunca se afastar. Para nos ajudar. Para sermos uma lembrança viva de tudo de bom que já tivemos na vida.

Meu presente pra ti, sempre, será o amor.

Te ofereço o que tenho de melhor. Meus melhores pensamentos, meus melhores aprendizados, minha canção preferida, os meus braços abertos.

Te ofereço, com humildade, o que sou e em tudo o que eu puder te ajudar para que tua vida seja melhor, mais bonita, mais divertida, com mais encantamento, mais espírito, mais essência.

Te ofereço a minha alegria em ser tua irmã nesta vida!


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