Nandadornelles's Blog

Archive for May 2009

Que momento lindo. Uma oportunidade única de mergulhar em medos, sonhos frustrados, em anos de negligência com a própria felicidade.

A beleza deste momento está no privilégio da oportunidade de descortinar o mundo. De sentir o alívio em retirar a máscara e reconhecer a verdadeira face de si mesmo e do outro.

Toda moeda tem dois lados, como todas as situações em que nos encontramos. Abrir os olhos para conhecer o nossa lado da moeda é entrar pela porta principal rumo ao auto-conhecimento e à possibilidade infinita e real de realização.­­­­­­­­­­­

A vida vai passando e são muitas as oportunidades de conhecer o mundo real. Não o mundo material, egóico, mental em que a maioria absoluta das pessoas vive. É incrível como os sinais de que há um mundo espiritual por de trás das ilusões de nome, cargo, endereço e tipo físico estão presentes em nossa vida. E eles vem e voltam, nos dando constantes possibilidades de questionar a vida, as nossas atitudes, as nossas reações, tudo o que nos acontece e enquanto não nos damos conta, até parece que a vida está nos pregando peças ou trazendo marés de azar. Quando na verdade o que está batendo à nossa porta são oportunidades para uma vida de entrega, de valores espirituais, de condições verdadeiras de crescimento e desenvolvimento de alma. Afinal, foi pra isso que viemos ao Planeta Terra. Quem poderia se conformar com a idéia de chegarmos a este planeta através de um outro ser vivo, saindo de dentro de seu corpo, com período limitado de vida, condições muitas vezes desumanas a troco de nada. Ou seria pela oportunidade de ganhar dinheiro e possuir coisas, ou viver romances, ou sofrer com as vicissitudes da vida. É claro que toda esta condição que nos é imposta e que nos obriga a viver de um jeito ou de outro, a família que nos recebe e serve de amparo nos primeiros anos de vida, tudo isso é apenas uma grande desculpa, um grande cenário para o desenvolvimento da nossa alma, do nosso espírito. ­­­­­­­­­

É verdade que quando chegamos aqui não temos mais em nós os registros que nos ligam ao cosmo e, assim que começamos a entender o mundo já estamos interagindo em plano mental. O que acontece com a maioria das pessoas é que elas se deixam convencer que este é o único plano, e então, o mundo real. Aí mora outra maravilha da criação: se viemos ao Planeta terra sem as nossas memórias do mundo espiritual e ainda ganhamos a mente como ferramenta é, justamente, para que com ela redescubramos as verdades espirituais. E não por não termos mais o que fazer, e sim, porque na medida em que usamos a mente para resgatar nosso lado espiritual é que nos descobrimos como seres humanos e exercitamos todos os sentidos que nos dotam enquanto tal. Fazer da mente uma ferramenta para a condução do desenvolvimento da alma nos obriga a prestar atenção em nós mesmos e a caminhar pela Terra desfrutando da possibilidade de sentir cheiros, sabores, prazeres, admirar paisagens lindas, nos emocionar, nos testar e nos conhecer diante das situações.­­­­­­­­­

Então chega um dia em que mais uma dessas oportunidades bate a sua porta, e você ainda não sabe, nem pensa em nada disso. Você acredita na sua massa corpórea, no seu extrato bancário e na sua bela casa. Só que de repente você se vê perdendo um filho, ou perdendo o grande amor da sua vida. Talvez o mundo tenha cansado de lhe dar tantas possibilidades simples de se repensar e de se descobrir no mundo espiritual que enfim tenha lhe dado um ultimato: ou você se abre e busca a verdade ou terá que sofrer pela sua ignorância chorando eternamente por essas perdas. Neste caso você tem duas opções: ou desmonta o seu ego, ou sofre pela dor que ele mesmo faz você acreditar que sente. Porque no coração, no espírito não há dor. Mesmo na morte física de uma pessoa próxima, não há dor, há entendimento, há reflexão, há luz, há paz. Porque o espírito não se apega. Os espíritos não se separam, a sua fonte é única e lá todos são UM.

Tudo muda ao seu redor quando você descobre a relação entre a FÉ e a HUMILDADE.

A princípio, fé é acreditar: crer com força e convicção. Ser humilde é reconhecer-se menor diante de algo. Abrir mão da luta dos egos e admitir o seu estado e a sua condição de aprendiz.

Quando humildade e fé se encontram em um mesmo sentimento, você vive a entrega. Você olha para frente e reconhece que a oportunidade de estar vivo lhe foi concebida pela verdadeira sabedoria e que toda a sua existência está em caminhar em direção a ela. Se você entende isso, não há mais espaço para revolta, não há ansiedade, não há frustração, porque o que “você” pensa ou quer deixa de ser relevante. Com a entrega, não existe espaço para a inquietação do ego em provar, possuir e ostentar. Quando fé e humildade acontecem dentro de você, o agora se ilumina e, instantaneamente, nasce uma prece de agradecimento em seu coração. A gratidão por entender o seu caminho e o porquê de estar aqui onde tudo faz sentido.

Olhe para o mar e verá. Quanto maior a beleza, maior o caos. Mesmo um excluindo a possibilidade de manifestação do outro, beleza e caos andam juntos, mãos dadas em processos cíclicos de renovação. Eu olho para o mar e me vejo.

Três dias de tempestade nessa praia linda na costa sudeste de Queensland, Australia, transformaram a paisagem. Ventos fortes e chuva agitaram o mar, normalmente azul e limpo, que não hesitou em mostrar a força de suas ondas. Hoje o céu se abriu deixando chegar o Sol radiante novamente. O mar… bem… o mar, assim como eu, está de ressaca e não esconde as sobras da inevitável purificação.

Lentamente as ondas do mar voltam a partir do seu ponto natural. Lá do âmago do mar, assim como o âmago dos seres, daquele ponto sutil, vórtice de mistério e poder. Nas margens, dejetos. Espuma grossa, densa, ainda turva, carrega sujeira, leva para a beira tudo de que o mar se desfaz. Assim como tanto de mim transborda e fica para trás.

O caos enquanto dura é o medo do que não se sabe. O desconhecido poder de tudo o que se acumulou, de tudo o que não se precisa e há de limpar. Em meio à tormenta, a incerteza do tempo que se há de vivê-lo, da intensidade do que há de surgir, a urgência de uma consiência que se pensava acima do mal. Meu caos é tão forte quanto a parte bela de mim que caminha na luz. E por todo o tempo que passo distante dela, quando chega o caos se revela a sujeira de traços de uma escuridão que nem se sabe, às vezes que pouco se sente.

Ainda hoje, a praia está interditada. Não se pode nadar em um mar que se refaz após se descontruir. Apesar da água que já parece mais azul, do espaço livre na costa, do assentamento da força das ondas; o mar precisa de tempo. É preciso tempo e espaço para voltar a ser o que se é exibindo a transformação trazida com o caos. O novo ser precisa surgir e, então, uma vez mais, projetar o divino que já é.

Entre suspiros aliviados pela experiência da beleza, vivo e revivo o caos que me transforma. Também eu estou interditada. Medida de segurança. Não é possível nadar em meu mar. Mesmo quando se mostra a beleza, a calma da alma. Lá dentro, eu sei, um novo ser se espereguiça, luta para organziar a bagunça nascida do caos. A bagunça de todos os sentimentos não compreendidos, dos resíduos tóxicos de relações perdidas, dos vícios desnecessários, dos medos nutridos.

Recebo o caos como quem recebe uma visita. A visita do mestre que não se anuncia. Chega de mansinho com sua presença de luz e joga a palavra dura; sal na ferida aberta. A ferida que nem se percebeu. A ferida que não se viu nascer e crescer; a porta para tudo o que não se quer. Recebo o caos como quem não teme a beleza do que está por vir. Confio na Presença que gera ambos no intuito da renovação e do crescimento. Desconfio da paz que não se abala quando tudo ainda é ingênuo e frágil começo. Aquele coração sereno se perdeu quando tudo o que é verdadeiro se impôs. Quando a consicência se abriu e o sonho de tudo o que não é real se desfez. Quando se desmaterializou o que nunca existiu porque, de uma vez só, a cortina se abriu e a caminhada começou.

O movimento do caos me desconforta. É difícil se desapegar de doces ilusões que colorem pedaços queridos de mim. Pedaços de uma personagem que não quer se desmascarar. De um ser inventado que não quer se entregar. O barulho do caos me deixa surda. Fala com uma parte da minha alma tão alto, tão forte que desorienta meus sentidos. Perco a direção. A direção que se pensava. A direção confortável que se pretendia. De dentro de mim surgem ondas, de calor, de frio, de medo e de coragem que invadem cada parte do meu corpo em busca do que não quero ver. De tudo que não quero mostrar. De tanto de mim que não sabia existir, tudo de mais imundo que seguiria a negar. Transborda lixo. Jorra por minhas bordas um pouco de tudo o que se acumulou. Pequenas partes desnecessárias de tudo aquilo que não se quer. Pedaços de coisas que não me pretecem, que não me cabem. A beleza que se constrói a partir do caos refuga o que não é alimento, o desconhecimento. Sinto escorrer pelas minhas mãos toda maldade desnecessária, toda busca mal-intencionada. Estou inteira aqui e de todo dejeto me despeço.

À luz de tudo que é sagrado, agradeço pela experiência. Agradeço pelo espaço que se abre para o novo, para o melhor que há de me preencher. O caos acontece em mim anunciando o tempo renovado de paz e beleza que está para chegar e, por tudo mais que está por vir, eu preciso estar aqui. Entre a beleza e o caos, sempre, uma vez mais, até o fim.

Namastê!

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Cínthia Zanotto, ou Tinti para os íntimos e fãs mais apaixonados, explica em bom português o real e mais divertido significado de uma Terça-feira. Imperdível! Inesquecível! Tá aí o espírito da coisa, pode deitar, ler e rolar… de rir. Abre o olho, tem sempre uma Terça-feira por vir.

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A semana é feita de sete dias e cada um deles tem a sua devida importância. Sexta-feira é o dia esperado por todos, pois este é o  antecessor do fim de semana. Seu nome é sinônimo de relaxamento e prazer. Fim de semana, nem é preciso nomeá-los aqui, significa entretenimento, lazer, descanço –  com certeza! – e por aí vai. Segunda, ao contrário destes três anteriores, é o dia em que as pessoas nem costumam mencionar. Ele é o primeiro dia na labuta e lembra você que esse é só o começo de mais cinco ou seis dias – para alguns, até sete dias – de trabalho. Quarta. Ah! Quarta-feira: O dia da esperança. O dia de que, sim! a semana já está na metade e, daqui para frente, são só mais dois para o merecido descanço. Quinta-feira: o antecessor da sexta e o consequente da quarta. O que se pode esperar dele? Ele é a prévia do fim de semana. A festa está garantida.

Ok! É isso.

Não, desculpa, esquecemos da terça. Poxa, que dia é a terça-feira? Terça é um dia a mais na semana. O quê lembramos sobre a terça? Já sei. Opa, segunda-feira passou e agora vem… terça. E ainda tem quarta, quinta e sexta. Da para ver que terça é só mais um….. Ou não!

Era uma terça, o dia qualquer. Só uma terça. Mais um dia de estudo em uma cidade de dois milhões de habitantes, longe da calma do litoral. Mais uma terça-feira comum está por vir. Descer na estação do trem após uma hora dentro do veículo onde todos estão no espírito de terça-feira. Aquele olhar de “o que esta por vir hoje” se repetia pelos vagões. Apesar de se tratar de uma terça-feira em um país de primeiro mundo, as expressões faciais não mudam muito das de um país tentando se desenvolver, pois, como já disse, era só mais uma terça-feira. O que se pode esperar dela?

Enfim, a terça se desenrola, já é mais de meio dia. A aula já está no segundo tempo e o sotaque da professora indiana, junto com uma proposta de trabalho em grupo, abre porta para pessoas se conhecerem; e assim a terça-feira começa a dar sinais de que ela tem, sim, seu sentido dentro dos sete dias da semana. Conversa vai, conversa vem. Trabalho finalizado, mais dois ou três amigos contabilizados e é hora de apresentar um trabalho em uma língua que não é a sua. E a terça-feira está cada vez mais interessante. Receios à parte, a etapa é comprida e a aula termina. Para uma terça qualquer, o dia acontece de uma forma inesperada e surpresas boas pelo caminho.

Mais uma ou duas horas “fazendo hora na escola”, resolve-se o seguinte:

– “Escuta.” – em um sotaque bem gaúcho – “Já que temos que ficar aqui matando o tempo, vamos lá comprar uma meia de celular para mim. Já que agora eu tenho uma celular novo.”

– “Ah meu, certeza! Não aguento mais ficar parada neste lugar. Vamos?” – pergunta-se com um sotaque que é do sul, certeza!

– “Nem vô. Ocês vão e na continuação, se colarem aqui de volta, si pah, falamo” – diz um malandro com marra de paulista.

    Sem nenhuma opção melhor no momento, duas gurias do sul resolvem dar uma volta para encontrarem, definitivamente, o significado de uma terça-feira na semana. Atravessam a ponte sorrindo, cruzam a rua, também , sorrindo, passam o cassino e, por que a pressa? Foi essa a pergunta que o guarda, posicionado em local estratégico, sai correndo para descobrir.

    Na verdade, após passarem o cassino a menina do extremo sul olha para a rua, vê o sinal vermelho, dá uma olhadinha novamente só para ter certeza de que não subiam carros pela rua e diz:

    – “Vamos que não vem carro por certo” diz alguém dos pampas.

    A outra, um pouco insegura, só segue na certeza de que, assim que terminarem a travessia, iniciaria o discurso: “ temos que tomar cuidado, porque já ouvi falar que se leva multa por….”

    – “Droga, pára que o guarda nos chama.”

    Com a roupa azul, bonézinho “malandro”na cabeça, lá vem ele.

    – “Olá garotas, vocês sabem o que significa o sinal vermelho?”- pergunta o guarda depois de se apresentar –  em inglês, é claro.

    – “Ah! Poderia o senhor, por favor, falar mais devagar, pois somos estrangeiras”- questiona a garota que iniciou a travessia.

    -“ Claro! Então: v-o-c-e-s s-a-b-em o-que significa sinal vermelho?”- fala o guarda com a paciência de Jó.

    – “S-t-o-p”- diz a garota que já sabia que aquilo resultaria em algo muito bom.

    – “Então. Era alguma emergência?”- continua ele.

    – “Sim! Precisavamos pegar o trem”- diz a guria do extremo sul.

    – “É. Desculpa, né? Mais vocês sabem o que significa o sinal vermelho e eu darei uma multa de 40 dollares para cada uma.”

    – “Pera aí, seu guarda, penso que o senhor consegue entender completamente nossa situação aqui. Somos estrangeiras. Estamos aqui há um mês e não sabemos a respeito das leis do país”- tenta a gaúcha.

    – “É, certeza”- afirma a paranaense.

    – “Mas vermelho é vermelho em qualquer lugar. Please! Posso ter sua identidade, please?”

    – “Não, continua desenrolando a estrangeira garota do sul do Brasil em um bom inglês. Nós começamos agora aqui em Brisbane. Só estamos por pouco tempo. Acredito que o senhor pode compreender a nossa situação e se por em nosso lugar….”

    – “Serão 40 dollars para cada uma e…” – continua coletando os dados das meninas.

    – “Mas o senhor…”- continua a garota que veio do sul (para dançar o tchan e a dança do…)

    – “É, certeza! Que o senhor pode nos entender” – continua colaborando a outra do sul.

    Assim, após algum tempo:

    – “São 40 dollares para cada uma que vocês podem pagar blá, blá, blá, blá, blá, Queensland. Blá, blá, blá, Gold Coast and … Moral da história, girls, não atrevessem com o sinal vermelho se não blá, blá, blá”

    – “Obrigada. E… cara essa sua moral, hein, seu guarda?” – fecha o diálogo com um multa na mão a garota do sul sem sotaQUE.

    Neste momento, com uma multa na mão, um passeio estragado e um sorriso meio apagado as duas encontram o sentindo de uma terça-feira na semana. Nos final das contas a terça não tinha sido tão mau assim. Na contabilidade do dia eram três amigos novos, muita risada na sacola e uma multa no bolso. O que era uma multa no bolso àquelas alturas?

    É. Posso dizer agora, sem sotaQUE, que uma terça-feira não esta lá na semana sem uma razão de ser…   Terça-feira é o dia em que tudo pode acontecer. É só você dar uma bandeira. Como já dizia o cara do “use filtro-solar”: Quem sabe você possa encontrar uma razão de ser, às duas da tarde, em uma terça-feira quando…

    Cínthia Zanotto – Jornalista em “retiro” na Gold Coast, 14 de abril de 2009.

    Eu não sei quem foi que colocou essa sensação em nós, ou, em que parte da história nós entendemos que ela nos cabia e a tomamos como verdade. É algo como uma urgência absurda da conquista, do desfecho, do aplauso ao fecharem-se as cortinas… tudo sem o grande prazer dos inúmeros atos que compõem as grandes peças.

    De tudo, me arrependo de não ter sido mais eu e enfrentado de frente essa ansiedade, essa obrigação de já ser, de já vencer e teria sido humilde em defender o aprendizado como único caminho.

    E aprender leva tempo. Não porque temos alguma deficiência, mas, principalmente, porque as pessoas não estão dispostas a realmente ensinar. Quem detêm um segredo, uma fórmula, uma estratégia, um truque, uma simpatia que seja, não conta ao primeiro que se apresenta. E essa ansiedade que sentes agora – tão minha conhecida – é que te impede de chegares perto desses segredos. Ah… e hoje eu seria tão melhor se soubesse de alguns deles.

    Na verdade, o que te conto agora é uma espécie de segredo. Não por que não deve ser repartido, mas porque precisa ser sentido. Eu desconfio que alguém possa ter mencionado algo a respeito durante alguma crise minha de ansiedade, também lá pelos meus vinte anos, mas é provável que eu não tenha sentido o que me foi dito e, portanto, só aprendi porque vivi.

    Esse segredo consiste, basicamente, no entendimento dos processos e, principalmente, do tempo necessário para a evolução de cada um. Ainda não penso que seja fácil, apenas entendo que aquela tarefa simples no estágio não servia para me subestimar e me insultar e sim para testar a minha capacidade em ser Nada. Ah o ego… sempre ele. Como esse cretininho nos atrapalha. Aquela tarefa simples construía o caminho de confiança que deixava logo ao lado dos grandes segredos. E eu perdi, todos eles, porque as tarefas eras simples demais para minha brilhante inteligência, para a minha ansiedade que dizia a todo tempo: “- Como você ainda não é tudo?!” e me cegava de dor por um golpe que não era real.

    Hoje eu gostaria de ser a melhor embaladora de queijos. Ou colocadora de cadarços. Faria um exercício diário de ser a melhor do mundo em uma coisa muito simples. “A melhor limpadora de mesas”, “a melhor embaladora”, “a melhor digitadora”, “a melhor buscadora de cafés e anotadora de recados”. Aí é que estaria o meu segredo, pois, eu faria tudo isso tão atenta a todo o resto que estaria cada vez mais perto daqueles que são Tudo. Assistiria, oculta, suas estratégias sendo postas em prática, seus erros sendo contornados, seus medos vencidos. Porque é isso que ninguém ensina e que quando você assume um cargo alto ou conquista um grande cliente, todos presumem que você já saiba e que de fato, você já seja Tudo.

    Acho que isso é totalmente diferente de ser submissa, de ser passiva, de ser pouco, de não ter ambição ou não se valorizar. Acho que isso tem a ver com uma palavra que sempre entendi errado: humildade. Segundo o dicionário “humildade” significa consciência da própria fraqueza ou situação e faz referência a “humilde” como submisso. É uma pena que até o dicionário conspire para que esse significado lindo permaneça encoberto. Hoje eu entendo humildade como antídoto do ego. Aquela sensação de realização interna pela possibilidade de estar vivo que supera qualquer necessidade de reconhecimento externo. É uma certeza de só você pode ter de você mesma seja qual for a sua situação – não interessando ao que você se agarra; sua risada, sua simpatia, seu talento em cozinhar, sua felicidade em caminhar, em dançar, nos livros que pode ler, na alegria de ter amigos e família.

    Acho que humildade também tem tudo a ver com comprometimento, com o compromisso inquebrantável com a sua missão. É uma sensação de estar satisfeito, de estar aberto a todo caminho que se constrói até ela, que na verdade nunca acaba, e sim se renova, se amplia e um dia chega o reconhecimento dos outros; dos amigos, dos colegas, da família, do prefeito, do bispo. Mas aí não tem mais problema, por que ele não pode te ludibriar. Você já se construiu à luz da verdade pelo caminho do aprendizado e pode, simplesmente, agradecer.

    Evil is everywhere. Even when you do not see or feel it, it is all around in the same way as love and goodness. The purpose of evil’s existence is to make you focused at all times and practice your free will.

    Some days ago I was practicing my yoga on the beach, as usual, and I could say that everything in my life was flowing. Different from other moments not so far away behind, my days were going on easily surrounded by happiness and freedom. It happened that after I finished my practice, a guy who was standing nearby saluted me with a gentle “good morning”. I was with this feeling of love and passion about life’s players and I answered him back, smiling, recognizing him as another special live being worth of respect and kindness. This greeting was a door to evil’s trick as I would find out later on.

    We started to chat. He didn’t look like a bad person and came with a range of words which made me trust him more than I actually should. Afterwards, I would realize that it is not a fairy tale: Evil always choose a way you will accept to try to get into your life. Evil does not come with a bad face showing its bad intentions straight away. Mainly because you wouldn’t even give it a chance of happening. Evil pick and choose the perfect undercover, the one suits you better, sometimes such a beautiful one that it is  one hard to believe. As God’s sender are aware of your needs and virtues, evil’s one also understand the language you speak, your believes and strengths. That is how evil comes in; by your strongest and better self as it was as good as it.

    So this guy was talking about how he thought I should became an yoga teacher further more, how my light was bright, my energy was beautiful… bla bla bla. If he had mentioned my body or any stupid joke, I would had known since the beginning he wasn’t a God’s sender and so was he completely aware of that. So all the chat followed around life and blessing, and Reiki, and a bunch of things I truly believe and I carry as guidelines to my life. When and how he got me. He was speaking my language and came in by my front door. After a while – all this chat last for one hour or so – I started to feel uncomfortable as a sign that something was wrong. But it was too late to take my phone number back from his hands. Fortunately, I was protected enough, and with some God’s extra help I would unmask his undercover. In order to check out my suspicious feeling that I was in front of a evil’s player, I prayed to get an answer in my dream and – as everything you ask from your heart – God sent me.

    In this dream I was swimming in a great, shine blue sea. I was full of happiness and thankful for being there as if the sea were a magic and blessed place life likewise, when suddenly – as another gift from God – a dolphin crossed my way. Firstly I got scared so amazing that seemed to me. I was chocked so great that opportunity could be when it offer me a ride in its backs around that wonderful place. Without exitating, I took it. I grabbed its back with my arms as a chance I couldn’t lose at all – an opportunity that may not come twice. It started speechless. I was astonished by this trip on the ocean, being conducted like in a dance by a dolphin’s soft movements. I trusted him completely and let myself get deep in the experience. We went far away together, deep into the ocean, until that place where waves come from. At the same time I couldn’t believe I was being blessed by that chance. I would push myself to feel all that was coming within as a miracle I had asked for. I trusted blindness on that dolphin, for a while even I even lost my consciousness. For a couple of moments I closed my eyes and let my life and destiny at the dolphin’s hands. It was when I felt something was wrong. I started to feel a bad smell and feeling uncomfortable in the water. I felt heavy, all the movements, the ride that had been so nice, softly, now was gone. I opened my eyes, called for my soul’s presence and there I was, swimming in a drain in a monster’s back.

    Therefore I got the answer to my question, I still needed to proof it. So, two weeks later, I met the guy again. He had called me offering me a job and wanted to meet up to explain me more about it. I arranged to meet him in a shopping center where I could be protected by others presence, assuming he wouldn’t dare something dangerous there. We met and I didn’t need anything else. I couldn’t stay near him. I was the one that had got him now. I could seen him through his undercover and he was, definitely, the monster that came to me in my dream. He started the chat that once had convinced me as a background to gentle guide me to a trap. Despite that this time I was immerse in my conscious’s wisdom. I thank him for his offer and, as I couldn’t handle his smell anymore, I ran away. My soul still sent me a body sign just to make sure I would get it right. As soon as I turned my back to him, I felt the same uncomfortable and disgusting feeling as when I was swimming in the drain. I got creeps all over my body for such a long time in a way I had never experienced before and felling so nauseous that I almost pour out right there. It was my inner-self refusing such powerful evil’s senders that almost got into me.

    I wish I had the power to stop time

    So these last days would pass slowly

    Building even stronger memories of

    Friends and Fun

    I challenge myself to mind just about the present

    Enjoying all the beauty in a careless way

    Forgetting how much I will miss all of you

    It is just so easy to get used to special people

    Bits and pieces of happiness

    The presence, the habits, the jokes

    The smell, the feelings

    Dreams and laughs

    My life is better cause I met you

    And I had surrender myself to yours daily’s chocolate

    I am glad you received me such one of you

    Making me smile when it seemed so hard

    Sharing so much of life

    Now, it is hard to find a way to be thankful enough

    Dreams and laughs

    That’s what I will carry with me

    From each one of you

    What made you so unforgettable to me

    Dreams and laughs,

    My truly and biggest wish

    Now and forever

    For you all, friends

    With Love,

    Fernanda


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